Cachorra Laika - crônicas e contos do Mapa da Cachaça

Em 03/11/1957, a cadela russa Laika virou vedete internacional ao ser a primeira criatura viva a participar, como tripulante de uma viagem espacial pelo cosmo. A humanidade acompanhou emocionada a ida, a permanência e o retorno da nave com a pequena criatura a este mundo grande e bobo.

Aí, a moda pegou com borra! Em todo o planeta, milhares de cadelas que nasceram coincidentemente com o evento receberam o pomposo nome de Laika.

Nos Montes Claros, não foi diferente! No bairro Morrinhos o hoje mestre de obras Adail, na época um dos componentes da equipe de montadores de ferragens do mestre Tonicão, batizou a sua cadela de Laika.

Apenas lembrando que Tonicão foi o responsável pela ferragem do Edifício Ciosa, no centro. Já findando a obra e estando Adail e mais alguns companheiros mais ou menos folgados, pegaram um bico para abrir uma cisterna no bairro Delfino Magalhães, um ermo sem água encanada.

Aceitaram a empreitada na tora, já que nenhum deles era habilitado em perfurações de cisternas. Botaram a tralha nas costas e partiram entre trilhas via bairros Santa Rita I e Cintra, até atingirem o local determinado.

Como a Laika era treinada para correr atrás de objetos atirados e trazê-los de volta ao dono, a levaram para se divertirem no caminho, nos momentos de folga e tê-la como guardiã da cesta de vime com os almoços e as garrafas de cachaça.

Em certa altura da perfuração depararam com uma camada de pedra. Adquiriu com o mestre pirotécnico Marciano Fogueteiro uma banana de dinamite artesanal com o objetivo de romper o obstáculo. Sem conhecimento das técnicas a serem empregadas em perfuração e todos já cheios de goró, partiram para o improviso.

Como já estavam de fogo de tanto beberem a maldita, botaram um pavio longo, acenderam, lançaram o petardo no buraco quando a pedra deveria ter sido perfurada e nela introduzida o petardo.

A banana acesa ficou presa em um garrancho na borda do buraco. Laika, certa de se tratar de mais uma brincadeira do dono, abocanhou o explosivo e o levou de volta para o dono. A galera fugiu horrorizada abrigando-se em uma construção no interior do lote. Entraram e saíram pelas portas e janelas e a Laika nos seus calcanhares com a banana de dinamite na boca

Quando o estopim estava a vinte centímetros do explosivo, um peão teve uma idéia salvadora. Apanhou uma manga no chão, lançou longe e gritou: pega Laika! Deu certo. A cadela se afastou no encalço da fruta e a galera se mandou pelos fundos via bairro Cintra, na direção oposta.

A construção virou pó com a explosão e Laika entrou em órbita, para não mais retornar…

 

 

foto: Creative Commons

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  • wenderson
    janeiro 17, 2013 at 5:38 pm

    nossa que horror… coitada da cadela. porque esses homens não pegaram a banana de dinamite e jogaram longe?
    covardes.

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