Vamos Brasilizar - Ypióca no Youtube - Mapa da Cachaça
Verallia

Vamos Brasilizar – Ypióca no Youtube

04 de 09 de 2013

Uma tendência na publicidade de diversos produtos feitos no Brasil é explorar justamente o fator: made in Brazil. Com a cachaça não é diferente. Cada vez mais o marketing da cachaça vem adotando a “brasilidade” com um valor positivo para falar do destilado nacional.

Beber cachaça é levar o reconhecido jeitinho brasileiro da praia, da mulata, do arroz com feijão, do samba para os gringos de quadris duros, acostumados com a vodca sem graça e atraídos pelo estilo brasileiro de ser. O foco não é apenas o mercado mundial, considerando que o brasileiro precisa do estrangeiro para validar suas criações como algo de qualidade e que mereça apreciação.

Seguido essa linha, depois da britânica Diageo adquirir por quase 1 bilhão de reais a cearense Ypióca, o lema da marca passou a ser: Vamos Brasilizar, ou seja, vamos mostrar para todo mundo o que é ser brasileiro até que eles consigam incorporar e se tornar um – uma “licença poética”  da equipe de publicitários que faz questão de afirmar que a palavra existe no português.

bra.si.li.zar v. tr. e pt. Tornar ou naturalizar brasileiro; brasificar; abrasileirar. F. Brasil, n. (fonte: Dicionário Aurélio)

Antes da Ypióca, a marca Leblon já apresentou esse mesmo conceito através do livro-guia “How to be a Brazilian” de Steve Luttmann, diretor dessa cachaça produzida no interior de Minas Gerais, em Patos de Minas, mas que leva nome de praia carioca e é desenvolvida por um time de estrangeiros que sabe fazer destilado e marketing… e pelo jeito, sabe também como ser brazuca.

How to Be a Brazilian - Steve Luttmann e Ypióca falam sobre Brasil

Livro é guia para gringo que quer “aprender a ser brasileiro”.

Depois de John Travolta dançar nas praias cariocas num recente comercial, agora a Cachaça Ypióca apresenta uma nova linguagem para apresentar seu lema. Deixando de lado as grandes estrelas e produções hollywoodianas, a nova campanha de comunicação da  Cachaça Ypióca é descontraída e informal como numa roda de amigos num bar. E a campanha, afinal, se passa justamente numa roda de bar, local onde os brasileiros geralmente se sentem bem à vontade para discutirem temas do cotidiano ou filosofias de boteco.

Numa série de vídeo de oito episódio, a campanha retrata um americano buscando entender aspectos típicos da cultura brasileira. A proposta é explicar pela ótica estrangeira o que é ser brasileiro, prezando pelo bom humor. Os vídeos tratam de assuntos que parecem óbvios, mas dizem muito sobre o que é ser brasileiro, como comida, romance, praia, comportamento e futebol. Os videos têm, em média, dois minutos de duração e serão postado semanalmente.

Apesar de apresentar o Brasil através dos tradicionais esteriótipos, a campanha acertou em cheio na proposta ao trabalhar de forma descontraída e natural questões da cultura brasileira que, apesar de banais, parecem realmente intrigar os gringos que visitam o País. O formato funciona bem também para o Youtube, com vídeos curtos e bem-humorados.

A ideia de falar sobre o Brasil nesse momento que vestir verde e amarelo está na moda (ou sempre esteve?) faz muito sentido e de certa forma mostra uma certa humildade no oportunismo da gigante Diageo  – recém chegada ao mundo da cachaça, a empresa britânica quer aprender e absorver o DNA brasileiro, como se mostrasse que não deixarão de lado as raízes de uma produção tipicamente nacional mesmo após terem comprado uma empresa familiar que produz a marvada desde 1846 no interior do Ceará.

 

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