Releituras de Moscow Mule com cachaça - Mapa da Cachaça
Verallia

Releituras de Moscow Mule com cachaça

22 de 06 de 2019

O Moscow Mule é um drink que ficou popular nos anos 50 e faz um tempo que houve o resgate desse clássico da coquetelaria, afinal quem resiste a sua charmosa caneca de cobre e espuma brilhante?

Moscow Mule, releitura do clássico com cachaça

Sucesso da coquetelaria no Brasil aumenta a releitura de clássicos com cachaça. O Moscow Mule é um exemplo.

Existem diversas releituras do Moscow Mule como o Gin Gin Mule, French Mule, Bohemian Mule entre outros. Aqui no Brasil, com a popularidade do drink, certamente rolou releituras de Moscow Mule substituindo sua tradicional vodca pela nossa querida cachaça – e o resultado é incrível.

No Jiquitaia, como já falamos anteriormente na matéria sobre o lançamento da nova carta, tem o Jamburana, que ganha destaque pela espuma primorosa e densa de flor de jambu. Em Belo Horizonte você pode tomar o famoso ‘Burrin de Minas’, da cachaçaria Lamparina.

História do Moscow Mule

Apesar de o drink ser bem queridinho entre a galera, dizem que o Moscow Mule foi uma invenção para ajudar a popularizar a vodca nos Estados Unidos, que na época não tinha muita aderência no mercado de bebidas.

A invenção tem duas histórias e anos diferentes. A primeira versão diz que o empresário John G. Martin comprou os direitos de distribuição da Smirnoff para Hublein – uma pequena distribuidora de alimentos e bebidas de Connecticut.

Um dia ele encontrou Jack Morgan, amigo e proprietário do famoso pub britânico Cock n’Bull Saloon, em Hollywood. Morgan tentava na época emplacar a própria marca de cerveja feita de gengibre (ginger beer), entretanto as vendas não estavam alavancando.

Foi assim que os amigos resolveram juntar vodca, ginger beer e suco de limão espremido (muito provável inspirados pela receita de cuba libre).

Em contrapartida, a outra versão dá os créditos a Wes Price, head bartender do Cock’n’Bull Saloon na época. Diz a história que Price estava com um estoque parado de ginger beer no porão e que estava para vencer. A fim de desovar as bebidas, ele inventou esta receita e serviu ao famoso ator Broderick Crowford – ao passo que caiu no gosto do famoso e popularizou a bebida.

Em 1953 Price pediu demissão do pub por ‘nunca ter recebido nenhum crédito por sua invenção’, contudo a bebida trouxe muitos louros para os amigos empresários, que viram na época seus negócios virarem um sucesso.

Posteriormente a ideia da caneca de cobre veio da namorada de Morgan, que tinha uma fábrica que produzia o utensílio e sugeriu para os empresários de usar no drink.

O nome, que na tradução literal para português fica como ‘mula de Moscou’ tem a ver com o efeito que o destilado russo tem no organismo – algo como um coice, já que o teor alcoólico do destilado pode ser em 35% a 60%.

O Moscow Mule no Brasil

O Moscow Mule começou a se popularizar nos bares de coquetéis do Brasil em 2009, quando, para suprir a falta de ginger beer no mercado, o bartender Marcelo Serrano, que trabalhava na época no MYNY Bar, resolveu adicionar espuma de gengibre na finalização do drink. Posteriormente a receita se tornou sucesso e virou padrão nos bares de todo Brasil. Assim, hoje é possível encontrar Moscow Mule na carta de quase todos os bares com espuma de gengibre.

As mulinhas pelo Brasil. Releituras do clássico com cachaça

  • Veja outras receitas de bartenders fazendo releituras do clássico Moscow Mule.

Se um dia você passar pelo Mercado Novo, em Belo Horizonte,  não deixe de passar na cachaçaria Lamparina – lugar que já falamos em matéria do Mapa da Cachaça. O local, que conta com uma carta ímpar de cachaças, tem excelentes drinks feitos com a branquinha.

Burrin de Minas, releitura do Moscow Mule no Lamparina

Burrin de Minas, releitura do Moscow Mule no Lamparina

O Burrin de Minas, releitura do Moscow Mule, é uma receita do bartender Conrado Salazar. O coquetel e feito com a cachaça Vargem Grande Araçuaí (1 ano envelhecida em carvalho e 6 meses em jequitibá rosa), o que configura uma característica adocicada, herbal e de especiarias junto com um dash de angostura que trás complexidade.

Segundo Albert Coelho, bartender do Lamparina:  

“O retorno do público está sendo incrível, pois no Lamparina fazemos um trabalho incrível de conscientização/orientação das pessoas sobre o nosso destilado e no final quando ela se sente segura, faz o pedido  e experimenta a magia acontece, todos se impressionam”.

Já no Jiquitaia, o Jamburana é um dos drinks da carta nova com maior saída e popularidade entre os clientes. Feita com a cachaça Princesa Isabel Jiquitaia, um blend especial feito com curadoria de Nina Bastos, a receita leva na espuma um denso xarope de flor de jambu, feito no próprio bar, o que configura uma sensação de “formigamento” nos lábios e língua – o que torna tudo mais divertido.

No Jiquitaia em São Paulo, releitura leva cachaça Princesa Isabel e espuma de jambu

No Jiquitaia em São Paulo, releitura do Moscow Mule leva cachaça Princesa Isabel e espuma de jambu

 

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Receita

Receita

Burrin de Minas

Autor

Conrado Salazar

Ingredientes

45 ml Cachaça Vargem Grande
10 ml Simple syrup
10 ml de suco de limão cravo
1 dash de bitter de angostura
100 ml de ginger ale
1 fatia de gengibre
1 rodela de limão cravo
25 ml de espuma de gengibre
gelo

Modo de Preparo

1. Adicionar gelo na caneca.

2. Adicionar Angostura, cachaça, syrup, suco do limão e o ginger ale.

3. Mexer levemente e adicionar a espuma de gengibre.

4. Finalizar com a rodela de limão cravo e de gengibre.

5. Sirva com um sorriso!

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