Bloody-Mary

O icônico Bloody Mary, drink que leva o nome de uma rainha da Inglaterra, tem os temperos ressaltados com o sabor da cachaça Santo Grau Coronel Xavier Chaves

O Bloody Mary é um dos coquetéis da coquetelaria clássica que mais chama atenção pelo sabor particular. Bem temperado, salgado e feito com suco de tomate (nada convencional no Brasil), essa receita tem como álcool base a vodka, um destilado de origem russa que se destaca pelo sabor neutro.

O bartender Frajola (ex-Subastor) substituiu a vodka na receita de Bloody Mary pela cachaça Santo Grau Coronel Xavier Chaves, uma cachaça branca que não passa por madeira e de grande personalidade.

Essa é a proposta do projeto Novos Clássicos, da Santo Grau, que convidou o bartender e o Bar Original, de São Paulo, para recriar receitas de clássicos da coquetelaria com cachaça e mostrar o poder que o destilado nacional tem.

A diversidade do portfólio da Santo Grau foi o ponto de partida para a criação Novos Clássicos, em que o maior objetivo do projeto era estabelecer com equilíbrio e harmonia coquetéis conhecidos do grande público e destacar a versatilidade dos sabores e aromas encontrados na cachaça. Para a receita de Bloody Mary, a cachaça pura e sem influência da madeira, como a Coronel Xavier Chaves, substitui a vodka – agregando os sabores do destilado de cana e ressaltando os temperos e a acidez do suco de tomate.

A cachaça Santo Grau Coronel Xavier Chaves é o resultado de um terroir de Minas Gerais e do sabor de uma cachaça produzida com leveduras selvagens, dando personalidade ao destilado. Após a destilação, a cachaça é descansada por 6 meses em tanques de pedras parafinados e subterrâneos construídos há mais de 250 anos no engenho mais antigo ainda em funcionamento no Brasil. O processo de produção artesanal segue a mesma tradição há quase 3 séculos e a cana ainda é moída pela força de uma roda d’água.

Roda d’água em Coronel Xavier Chaves

ONDE SURGIU A ‘MARIA SANGRENTA’?

Como toda receita clássica do mundo da coquetelaria é complicado afirmar exatamente qual a sua origem, e a invenção do Bloody Mary não falharia a regra. Porém a história que se tem mais registros é de 1920 e o pai da receita teria sido o barman Fernand Petiot, do Harry’s New York Bar, em Paris.

A origem deste nome particular, que em português a tradução literal é Maria Sangrenta, teria sido uma homenagem de Petiot à Rainha Mary, da Inglaterra, que ficou conhecida por um reinado furioso e violento que culminou na morte de 300 pessoas (na maioria protestantes) em cinco anos de liderança.

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A rainha Mary I ficou conhecida na história como ‘Bloody Mary’ por causa do reinado violento que culminou na morte de 300 protestantes

Existem também outras versões, essas ligadas ao antigo dono do Harry’s New York Bar (que antes era só New York Bar), Ted Sloan, que era um norte-americano e conhecia um bar em Chicago que tinha um nome de ‘Bucket of Blood’ – devido à fama de brigas e garrafadas no local, em que no dia seguinte, durante a limpeza, os baldes ficavam cheios de sangue. Daí resolveram homenagear a garçonete desse bar que se chama Mary, daí surgiu o Blood Mary.

A receita original foi criada (na versão mais divulgada) durante este período em que Petiot trabalhou no Harry’s, que na época era muito frequentado por soldados americanos remanescentes do período da 1ª Guerra Mundial. Os estadunidenses pediram por uma receita que pudesse ser replicada nos EUA em que os aromas do álcool fossem camuflados, devido à Lei Seca que estava em vigor neste período.

Outra versão é de que o escritor Ernest Hemingway, que também chegou a frequentar o bar, pediu por um coquetel que não cheirasse a álcool, para que a mulher dele não descobrisse que ele andava bebendo.

Em 1934, após o período da Lei Seca, Petiot foi trabalhar nos Estados Unidos em lugares de grande renome como o Savoy Hotel e St. Regis Hotel atendendo muitos clientes famosos e influentes na época, tornando-se um dos bartenders mais populares do momento. Dizem que as pitadas de pimenta Tabasco entraram para receita após o príncipe russo Serge Obolensky pedir uma dose mais forte de pimenta. Foi o casamento perfeito.

Por volta de 1935, Vicent Astor adquiriu o hotel e quis mudar o nome do coquetel porque achava ‘muito vulgar’ Bloody Mary. Foi assim que nasceu a receita de Red Snaper, que ao invés de levar vodka, vai com gin (no período vodka era uma bebida muito escassa na época, também por isso a adaptação).

Outra versão bastante defendida é de que o Bloody Mary na verdade foi criado mesmo nos Estados Unidos pelo ator George Jessel, que queria se curar de uma ressaca antes de uma partida de vôlei. Junto com o bartender do clube no qual frequentava, eles criaram uma receita com ingredientes que mascarassem o odor do álcool e por aí vai história…

Apesar das mudanças históricas, atualmente a receita de Bloody Mary é mundialmente reconhecida com vodka, suco de tomate, sal, pimenta-do-reino, molho inglês e suco de limão. Para quem gosta do coquetel mais apimentado, pode-se adicionar algumas gotas de molho de pimenta e também pimentão. A guarnição com um cabo de aipo também é um dos jeitos mais tradicionais de o drinque ser servido.

Confira abaixo o passo a passo da receita de Bloody Mary feita pelo bartender Frajola com Santo Grau Coronel Xavier Chaves:

Bloody-Mary

Bloody Mary

Frajola
O icônico Bloody Mary, drink que leva o nome de uma rainha da Inglaterra, tem os temperos ressaltados com o sabor da cachaça Santo Grau Coronel Xavier Chaves
Servings 1 porção

Ingredients
  

  • 50 ml de cachaça Santo Grau Coronel Xavier Chaves
  • 10 ml de suco de limão
  • 120 ml de suco de tomate
  • 1 colher de café (rasa) de sal
  • 1 colher de chá de molho inglês
  • 4 gotas de Tabasco
  • Pimenta do reino a gosto

Instructions
 

  • Em um copo, ou coqueteleira, coloque o molho inglês, o suco de limão, o sal e o Tabasco.
  • Complete com gelo.
  • Coloque a cachaça e o suco de tomate e tente misturar os ingredientes despejando o líquido de um copo para o outro até que a mistura fique homogênea.
  • Tempere com a pimenta-do-reino e decore com limão e ervas.
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