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A cachaça Vale Verde é produzida em Betim (MG), num verdadeiro complexo da cachaça, com parque ecológico, alambique artesanal, museu e restaurante.

Betim é uma cidade industrial da região metropolitana de Belo Horizonte. Assim como outras cidades operárias do país, não tem muitos atrativos turísticos. Mas tem uma atração em particular que faz valer a visita: o Parque Ecológico e Alambique da cachaça Vale Verde, que fica na área rural de Betim, a 42 quilômetros da capital mineira.

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Em torno do tradicional alambique, o empresário Luiz Otávio Pôssas Gonçalves – ex-diretor da Coca-Cola e fundador de marcas como Kaiser e Kero Coco – montou um verdadeiro “parque temático” da cachaça, com direito a um museu dedicado à bebida.

museu da cachaça Vale Verde abriga mais de 2 mil garrafas de cachaças e aguardentes, tanto artesanais quanto industriais. Segundo Williana Guimarães, guia do parque, o museu recebe doações vindas de todo o Brasil. Os rótulos que chegam são dispostos em prateleiras temáticas, algumas agrupam cachaças com nomes curiosos como “Amansa Sogra”, “Meu Consolo” e “Tomba Perna”, em outra área ficam as cachaças com embalagens exóticas. Exemplares antigos e novos convivem no mesmo espaço ricamente decorado. Destaca-se como curiosidade a rara Caninha Pelé, que o jogador mandou retirar do mercado, mas uma das cinco garrafas sobreviventes foi doada ao museu. O espaço abriga ainda uma série de peças históricas e alambiques antigos usados na produção da bendita. E os visitantes podem fazer uma viagem no tempo pelos painéis que ilustram a história da destilação, desde seus primeiros relatos no Egito antigo até os dias de hoje.

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Mais de 2 mil garrafas no Museu da Cachaça Vale Verde
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Além de engenho e museu, o Parque da Vale Verde também tem um pequeno zoológico e um orquidário com 20 mil plantas

Ao saírem do museu, os visitantes embarcam em um roteiro guiado por todo o processo de produção da cachaça. Entre os meses de maio a outubro, quando a produção está a todo vapor, os visitantes acompanham desde a moagem até o armazenamento. São produzidos, no máximo, 200 mil litros por ano, o que garante a qualidade da cachaça artesanal.

A cachaça Vale Verde tem sido destacada em diversos rankings como uma das melhores cachaças artesanais do país, tendo superado, em alguns deles, até mesmo a mítica Anísio Santiago, em Salinas no norte de Minas Gerais. Entre os diversos prêmios que a Vale Verde já conquistou, destacam-se o de melhor cachaça extra Premium no ranking da Playboy em 2011 e também o primeiro lugar nos rankings de 2007 e 2009. O mesmo reconhecimento foi dado no 1º. Festival da Cachaça Ampaq/MG. A cachaça Vale Verde também mereceu lugar de destaque no prêmio Cachaça Master 2010 da revista inglesa The Spirit Business.

No alambique, além da Vale Verde, é produzida também a cachaça Minha Deusa. A diferença entre elas é que a Vale Verde é envelhecida por pelo menos três anos em tonéis de carvalho europeu, o que confere a cor dourada e o aroma marcante da madeira. Pelo que deu para ver nas marcas dos barris, são tonéis usados anteriormente para o envelhecimento de uísque. No Brasil, eles recebem o selo do Ministério da Agricultura. Já a cachaça Minha Deusa é a versão branca, não envelhecida, da mesma cachaça. Ela é armazenada em grandes dornas de uma madeira chamada garapeira, que não altera a cor da bebida.

Na loja do parque é possível comprar uma garrafa de 700ml da Vale Verde por R$ 39,00, um ótimo custo-benefício. Já a edição limitada, envelhecida por 12 anos, custa salgados R$ 245,00. A cachaça Minha Deusa tem preço mais camarada: R$ 19,00. A marca vende ainda um potente e saboroso licor de cachaça com ervas (R$ 61) e uma delicada geléia da bebida (R$ 14,00), além de muitos souvenirs com a marca Vale Verde.

O Parque Vale Verde também tem uma forte pegada ecológica. Além do criatório de aves, um orquidário com 20 mil plantas e ações de educação ambiental, a Vale Verde reaproveita todos resíduos que sobram da produção da cachaça. O bagaço da cana, por exemplo, se transforma em combustível para as caldeiras a vapor, adubo para plantas e até ninhos de pássaros. O  vinhoto vira fertilizante e a “cabeça” e “cauda” da destilação, desprezadas em outros alambiques, na Vale Verde são reprocessadas para virar etanol que será usado como combustível nos veículos da fazenda. Segundo informações da empresa, 100% da renda obtida com a venda da cachaça é revertida em ações de preservação ambiental.

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Sala de envelhecimento com barris de carvalho europeu

O galpão da adega fica localizado em uma área privilegiada do parque, com uma belíssima construção que abriga dois mil barris mantidos sob temperatura e umidade controladas. Outras duas adegas abrigam mais 500 barris e 10 dornas. A área externa do galpão possui ainda lojas, espaço para degustação, viveiros de aves, lago, fontes e jardins. Outros espaços de lazer do parque garantem um dia inteiro de diversão tanto para adultos quanto para crianças.

No final do passeio, ainda tem a opção de um almoço no belíssimo restaurante do parque, onde a comida mineira, farta e bem preparada, é um belo acompanhamento para saborosas doses de cachaça.

Já conheceu o alambique da cachaça Vale Verde? Conte pra gente como foi sua visita.

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  • Jose Ronaldo
    abril 14, 2021 at 2:32 pm

    Nao consigo um telefone que atenda ….
    Desejo f as kar com o sr . Luis Otavio Pôssas Gonçalves .
    Ja falei vom ele no escritorio no bairro buritis ( deu-me um licor de café 1727 )

  • ANTÔNIO Carlos
    agosto 6, 2021 at 6:50 am

    Bom dia!
    Sr. estou pretendendo entrar neste ramo , mais meu objetivo é vender cachaça , e gostaria de comprar sua melhor cachaça em uma quantidade significativa , qual o procedimento e como podemos agendar um momento para entrarmos em uma acordo !
    Att

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