O governo norte-americano a partir de 11 de abril de 2013, passa a reconhecer a cachaça como produto “genuinamente brasileiro”.

 

Obama e Dilma - cachaça é brasileira
Acordo entre EUA e Brasil tem como resolução o reconhecimento da cachaça como bebida genuinamente brasileira

Uma resolução do governo norte-americano deixou os fabricantes brasileiros de cachaça em festa: a partir de 11 de abril de 2013, os Estados Unidos passam a reconhecer a cachaça como produto “genuinamente brasileiro”.  Até então, os EUA classificavam a cachaça como “Brazilian Rum”.

Cachaça não é mais Brazilian Rum

A decisão, anunciada pelo Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau (TTB), órgão do governo americano responsável pelo comércio de álcool e tabaco, foi resultado de um pedido feito pelo governo brasileiro em 2001.

Dessa forma, para se denominar cachaça e ser exportada aos EUA, a bebida deverá ser fabricada no Brasil seguindo os critérios de produção e qualidade locais.

O reconhecimento partiu dos EUA, segundo explica o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para o secretário de Relações Internacionais da pasta, Célio Porto, o reconhecimento abre o principal mercado do mundo para a cachaça brasileira.

Dessa forma, deixamos de ser uma subcategoria de rum para começarmos a construir de forma mais eficaz a identidade da cachaça como algo único e genuinamente brasileiro.

A cachaça é brasileira para o governo dos EUA. E por aqui?

Finalmente o reconhecimento mais do que esperado: a cachaça é brasileira! Sem dúvida esse reconhecimento da cachaça como produto tipicamente brasileiro, e diferente do Rum, ou Brazilian Rum, como chamavam por lá, é uma grande conquista.

Além de ajudar a categoria como um todo, a medida talvez seja um grande impulso também, visto que algumas marcas de cachaça podem se animar em preparar um produto bem feito para exportar para os EUA e, com isto, alavancar o mercado interno. Mas infelizmente, não vou poder continuar a coluna apenas com este assunto tão importante para o mundo da Cachaça. Desculpem minha falta de empolgação completa, mas ainda falta muito a ser feito pela nossa bebida.

As [outras] notícias da semana explicam minha postura. “Brasileiro está tomando mais uísque”, diz o Estadão. E, para completar: “Mas tem de ser escocês”. Segundo a reportagem de segunda-feira (09 de abril), a nova classe média tem visto o whisky importado um “luxo acessível”, e tem impulsionado as vendas do setor, que no ano passado alcançaram o equivalente a mais de r$250 milhões de reais. Recorde histórico para o whisky.

Como se não bastasse, a segunda notícia da semana, dada pelo Estado de Minas do dia 7 de abril, “comemora”: Produtor de Cachaça lança vodka. Foram investidos mais de R$1 milhão de reais em uma bebida cujo foco é competir com as marcas importadas, e atingir o jovem. O grupo responsável é a tradicional Ypióca.

Poizé. A festa está feita. As marcas de whisky cada vez investem mais no Brasil. E a gente, nas bebidas que julgamos mais gourmet e elegantes. Nesta semana estive em uma livraria, na seção de gastronomia e bebidas, e pude notar o aumento das publicações envolvendo o Chá – uma bebida pela qual o interesse tem aumentado notadamente. Reportagens, lojinhas novas, “drinks” (não alcoólicos) e marcas “bonitinhas” têm surgido cada vez mais no cenário. Desde que eu lancei meu livro (De Marvada a Bendita), o assunto “chá” já se propagou bastante. Tudo bem, o chá não é alcoólico e não “compete” com a cachaça ou qualquer outra bebida. Mas é só um exemplo de como a dupla mídia + investimento consegue colocar um assunto em pauta de forma rápida e eficiente. No meio dele, também houve a febre do Aperol, e até um barulhinho sobre o Vinho Verde. E eu me pergunto: e a Cachaça? Porque, num mesmo período de tempo, ainda não vemos nada tão expressivo sobre a cachaça?

Qualquer desavisado que leia este post poderia pensar: se o mundo está reconhecendo a cachaça como brasileira por que ainda aqui não batemos no peito exaltando esse orgulho?

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba em primeira mão nossas novidades, eventos e promoções

Quer receber no seu e-mail 5 aulas gratuitas sobre cachaça? Assine nossa newsletter exclusiva e durante 5 dias te enviaremos o melhor conteúdo sobre o destilado brasileiro!

Compartilhe esse artigo

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Dadinhos de madeira

Dadinhos de Madeira 1kg – Sem Tosta

Um quilo de dadinhos de madeiras sem tosta para envelhecimento acelerado. As opções de madeiras são: Amburana, Bálsamo, Carvalho, Castanheira, Cumaru, Eucalipto, Ipê, Jaqueira, Jequitibá, Putumujú

Comprar
  • Mauro
    março 19, 2013 at 11:54 am

    Prezados,

    Já tentei cadastrar nossa cachaça no Mapa da Cachaça, e quando vamos confirmar aparece erro.

    O que fazer para efetuar-mos o cadastro!!!!!!!!!!!!

    Grato,

    Mauro Barbosa
    Cachaça Barreirinho

    • Mapa da Cachaça
      março 20, 2013 at 10:30 am

      Caro Mauro,

      Qual o problema está ocorrendo? Recebemos outros cadastros e fizemos um teste aqui e está tudo ok. Lembrado que vc deve preencher todos os campos com * para efetuar o cadastro corretamente. Qualquer dúvida, por favor, mande um e-mail para contato@mapadacachaca.com.br

      abs

  • eder
    junho 15, 2013 at 8:39 pm

    uau!!!!isso vai mudar tanta coisa no pais!

  • […] dos Estados Unidos, agora é o México que reconhecerá a cachaça como produto tipicamente brasileiro. Pelo menos […]

  • […] dos Estados Unidos, agora é o México que reconhecerá a cachaça como produto tipicamente brasileiro. Pelo menos […]

Adicionar um comentário
%d blogueiros gostam disto: