Rótulos de cachaça com imagens de índios - Mapa da Cachaça
Verallia

Rótulos de cachaça com imagens de índios

09 de 10 de 2019

A cachaça, bebida autenticamente brasileira, apresenta na arte dos seus rótulos a exaltação de temas típicos do nosso país. Os índios nativos da nossa terra estão também representados em alguns desses rótulos; confira nossa seleção.

O universo dos rótulos de cachaça é repleto de artes inspiradoras e são até tema de pesquisas, trabalhos universitários e exposições.

Já falamos aqui dos rótulos que trazem humor politicamente incorreto, os que homenageiam a natureza e também aqueles inspirados nas aves nativas do Brasil. São muitas as temáticas e você pode navegar por várias delas no nosso álbum de rótulos.

Dessa vez, nossa curadoria apresenta os rótulos que homenageiam um povo que é parte fundamental da nossa história do Brasil como país e sociedade: os índios.

Confira abaixo alguns rótulos de cachaça que trazem índios na arte gráfica:

Cachaça Muricy

Rótulo da Aguardente Muricy - categoria índios

Feita na cidade de Aracaju, no estado do Sergipe, a cachaça Muricy tem um nome que vem de origem Pataxó, escrita murici. Murici também é o nome de uma planta que é presente em toda a América Latina, que em Tupi significa “árvore pequena”.

Na arte presente neste rótulo, vemos dois índios compartilhando uma bebida que parece sagrada.

Cachaça Indiana – Morretes

Rótulo Finíssima Aguardente Indiana - categoria índios

Um índio com arco e flecha na mão numa bela paisagem de araucárias, árvore típica do sul brasileiro,  essa é a arte que estampa a cachaça Indiana, produzida na cidade de Morretes, no Paraná.

Os irmãos Malucelli, produtores da Indiana, eram famosos produtores de cachaça em Morretes, donos inclusive de um dos maiores engenhos de açúcar do Brasil.

Engenho-dos-malucelli

As ruínas do Engenho dos Malucelli revela a importância histórica de Morretes como a produção de derivados de cana de açúcar

Caninha Aritana

Rótulo de cachaça Aritana 2

 

Rótulo da Caninha Aritana

Esta cachaça produzida em São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, traz um nome totalmente indígena, que significa ‘o cacique da tribo’. Este nome, inclusive, se tornou bastante popular no início dos anos de 1980, quando uma novela de mesmo nome foi veiculada pela TV Tupi.

Caninha Cacique

Rótulo da aguardente Cacique

A palavra cacique é um termo usado por espanhóis e portugueses para falar sobre os líderes das tribos de índios quando eles chegaram às Américas. A palavra original era cachique e é originária da do idioma taino da ilha de São Domingos.

A arte que estampa a caninha são dois caciques com belos cocares encarando uma taça com uma bebida dentro e o que parece ser rodelas de limão – seria uma caipirinha?

Aguardente de Cana Indiana – Ubá

Rótulo Aguardente Superior Indiana

Indiana também é o nome desta cachaça produzida na cidade de Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais. Na arte, uma índia descansa na rede contemplando uma taça.

Anarakan

Rótulo da caninha Anarakan

A cachaça Anarakan era feita em Andradas, interior de São Paulo e apesar de ter este nome que parece uma palavra indígena, não encontramos nenhum significado sobre. Na arte que estampa o rótulo, um índio com um belo cocar empunha um arco e flecha adornado por uma planta de cana-de-açúcar.

Cecy-Pery

Rótulo da aguardente Cecy-Pery

A cachaça que foi produzida em Campinas, no interior de São Paulo, traz no rótulo e no nome uma homenagem a grande obra do escritor José de Alencar, ‘O Guarani’, que também é a ópera mais aclamada de Carlos Gomes, cidadão ilustre campineiro. No enredo, Cecília, a Ceci (do termo tupi antigo sasy – ‘a dor dele’) não corresponde ao amor de Peri, índio Goitacá e assim se desenrola a história de uma das maiores obras clássicas brasileiras.

 

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PUBLICADO POR:

Comentários

  1. Antoninho Rapassi

    outubro 11, 2019

    Estou intimamente ligado à história da Cachaça. Primeiramente porque estudei na Faculdade de História da USP e lecionei durante alguns anos. Isto significa que pesquisei sobre as origens do alambique, sua introdução na Ibéria e, consequentemente sua oficial instalação nas Capitanias Hereditárias e os manejos com a mão de obra africana. Lendas precisam ceder lugar às verdades que a História conta. Daí surge a minha intervenção nesta apaixonante matéria. Passados já 40 anos desta íntima parceria, tenho a oferecer as minhas Cachaças temáticas, todas com apreciados episódios para bem explicar a escolha dos rótulos. Segue a lista das minhas Cachaças: GETÚLIO VARGAS, SÃO PAULO DA GAROA, CALDAS DA RAINHA, NONÔ DO TIJUCO, 1808 e a CACHAÇA DO ANTONINHO.

    Com o passar dos anos especializei-me na arte do envelhecimento, o que me encheu de orgulho em função dos maravilhosos resultados que obtive. Servi-me do processo espanhol denominado de “solera”, contando com 2 fatores primordiais: o Sol e o tempo. Voltarei ao assunto.

  2. mapadacachaca

    outubro 11, 2019

    Antônio, obrigado pela sua contribuição. A cachaça realmente é um tema apaixonante. O método de soleira tem proporcionado excelentes cachaças. Compartilhamos aqui um link falando mais: https://www.mapadacachaca.com.br/artigos/sistema-soleira-de-envelhecimento/
    Gostaríamos de ouvir mais sobre seus conhecimentos.

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