copo de cachaça meio cheio meio vazio

E aí, Renato, mas você virou Cachaceiro, então? Essa é a pergunta/barra/brincadeira que muita gente tem me feito depois que escrevi o “De Marvada a Bendita”, livro sobre a valorização da Cachaça brasileira. A falta de uma palavra melhor faz a resposta complicada, mas eu respondo: “Virei! E daqui a três anos você vai se orgulhar em dizer que virou um também!”.

Mas, é claro, não estamos falando do mesmo cachaceiro que você conhece. Estamos falando de alguém que aprendeu, depois de algumas pesquisinhas, sobre o tanto de coisas bacanas que essa bebida para a qual muita gente ainda faz cara feia.  Lá fora já tem muita gente enxergando o potencial dessa bebida, e vestindo-a com elegantes embalagens e campanhas de marketing. Vale à pena visitar o site da Água Luca, Leblon e da Cabana Cachaça, só para citar algumas. São marcas de executivos estrangeiros, que produzem aqui, mas vendem nosso produto lá fora. Se isso e as campanhas que eles vêm fazendo são bacanas ou não para nós brasileiros, discutiremos mais tarde (já adianto que algumas delas têm muitos pontos positivos, sim). Fato é que o produto está no nosso nariz, mas muita gente ainda não viu.

Quem enxerga no copo da Cachaça uma bebida plena, repleta de qualidades de sabor, cor e aroma que muitos outros destilados não conseguem alcançar, já sabe do que eu estou falando. A caipirinha com uma Cachaça de qualidade tem uma complexidade de sabor que pouca gente se arriscou a experimentar, e sei que não o fez por uma série de motivos que não só o preconceito.

Falta muita coisa ainda para “completar” o copo da Cachaça. A começar por mais investimentos em marketing e, principalmente, design estratégico: as garrafas, embalagens e rótulos são pouco atrativos para grande parte dos atuais consumidores de destilados, e não têm feito jus ao produto que carregam. Há muitos (enormes!) erros no marketing da Cachaça como um todo, e muitos entendidos e ditos defensores da bebida infelizmente ainda alimentam tabus que só corroboram para esconder seu potencial. Ainda tem gente indicando cachaças de pior qualidade (aquelas com “c” minúsculo), para se fazer caipirinha, ou espalhando por aí que Cachaça de verdade só se toma pura. Mentira. Gelo vai muito bem no uísque, e “caipiroska” de Absolut ainda é a pedida de muitos nas paradas aqui e mundo afora. Por que com a Cachaça a coisa tem que ser mais simplória?

Caipirinha Mapa da Cachaça

Aos poucos vamos falando aqui sobre alguns desses erros de marketing e, lógico, também sobre os acertos, a fim de completarmos esse “copo”. Daqui a 3 anos, com o país lotado de estrangeiros, tudo o que vamos estar falando é em Cachaça. Em boas marcas de Cachaça. Hoje, até chegarmos lá, a pergunta que fica é: será que falta mais investimento para ela ser valorizada, ou falta você valorizá-la para ela receber mais investimentos?

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba em primeira mão nossas novidades, eventos e promoções

Quer receber no seu e-mail 5 aulas gratuitas sobre cachaça? Assine nossa newsletter exclusiva e durante 5 dias te enviaremos o melhor conteúdo sobre o destilado brasileiro!

Compartilhe esse artigo

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
dorna de amburana

Dorna de amburana para envelhecer cachaça

Já pensou em ter sua própria dorna para envelhecer cachaça? Nós fizemos uma seleção dos melhores barris e dornas de amburana para você começar seus experimentos em casa com bebidas  fermentadas e destiladas.

Comprar
Dadinhos de madeira

Dadinhos de Madeiras 1kg – Tosta Média

Um quilo de dadinhos de madeiras com tosta média para envelhecimento acelerado. As opções de madeiras são: Amburana, Bálsamo, Carvalho, Castanheira, Cumaru, Eucalipto, Ipê, Jaqueira, Jequitibá, Putumujú

Comprar
Dadinhos de madeira

Dadinhos de Madeira 1kg – Sem Tosta

Um quilo de dadinhos de madeiras sem tosta para envelhecimento acelerado. As opções de madeiras são: Amburana, Bálsamo, Carvalho, Castanheira, Cumaru, Eucalipto, Ipê, Jaqueira, Jequitibá, Putumujú

Comprar
  • JOSÉ EUGÊNIO DE FARIA
    abril 10, 2011 at 3:08 pm

    Renato, pessoas como você, Rodrigo Oliveira e Leandro Batista são um estímulo para nós, produtores da verdadeira Cachaça de Alambique !
    Já passou da hora dos brasileiros, pararem de desvalorizar o nosso produto e ficar jogando confeti no produto dos outros!
    Quem já degustou uma boa Cachaça da Alambique, sabe diferenciar e valorizar a Cachaça da Alambique , produto genuinamente e orgulhosamente brasileiro !
    Um abraço,
    José Eugênio de Faria
    Diretor Comercial da Cachaça Alegria dos Currais de Minas

  • Renato Figueiredo
    abril 11, 2011 at 10:48 am

    Olá, José!
    Muito obrigado pelos comentários.
    Eu e o pessoal aqui do Mapa acreditamos muito na valorização do produto de qualidade, e contamos e apoiamos os produtores também empenhados nessa tarefa.
    Ficamos muito contentes com esses feedbacks, tenha certeza que também são grandes estímulos!

    Um abraço,
    Renato.

  • Cínthia
    abril 11, 2011 at 12:35 pm

    Renato,
    Adorei seu blog. Sou uma mega apreciadora de cachaça. Temos que marcar de ir tomar uma! Ou melhor, apreciar algumas pra poder discutir sobre!

    Abs!

  • doris
    abril 12, 2011 at 11:34 pm

    DRINKS DE CACHAÇA… OU BATIDA !!!!! PURA OU COM GELO ?? SEJA O QUE FOR… VAI MUITO BEM ! MAS NÃO ABUSE !!!!!!!
    VALEU!

  • Eva Tatiane
    junho 13, 2011 at 8:47 pm

    Olá Renato! Td bem?
    Primeiramente gostaria de parabenizar pelo belo site… e blog! Gostei muito de recepcionar vcs la no Parque! Espero que tenha esclarecido as dúvidas e contribuido com alguma informação importante!
    Estamos sempre a disposição de vocês!
    Nos visite sempre que possível!
    Grande abraço!
    Eva Tatiane – Guia do Parque Ecológico Vale Verde – MG
    http://www.valeverde.com.br

    • mapadacachaca
      junho 14, 2011 at 1:01 am

      Oi Eva, aqui é o Felipe. Vc foi uma ótima guia! Comentamos para a Barbara quando ela nos ligou que vc nos recebeu muito bem. obrigado.
      Fico feliz que tenha gostado do site. Ajude-nos a divulga-lo por ai. Ah… já viu as fotos no nosso facebook?

      bjos

  • Eva Tatiane
    junho 14, 2011 at 7:09 pm

    Oie Felipeeeeeee!! Que bom que vocês gostaram!!
    Vi sim as fotos ficaram ótimas! Parabéns mesmo pelo belo trabalho de vocês!
    Fico muito feliz que pude contribuir com este trabalho tão bacana!! hehe

    Como gostamos de dizer, nosso objetivo é sempre realizar um atendimento de excelência! Estamos de portas abertas para recebê-los!
    Até mais! Grande abraço a todos!

    ahhh manda um bjo pra Gabriela! Vocês são super simpáticos! Adorei mesmo!

  • Willy Zirr
    dezembro 8, 2011 at 4:36 pm

    Renato, eu passei a ser um entusiasta da cachaça de alambique desde quando tomei conhecimento da sua história e da sua qualidade através da literatura e de inúmeras publicações existentes a respeito dessa bebida genuinamente nacional. E hoje, vendo os seus excelentes trabalhos em prol da valorização da cachaça, fico ainda mais entusiasmado! Parabéns pela sua competência e lucidez!!!
    Eu também estou fazendo a minha modesta parte nesse sentido, tanto que construí um dos alambiques mais modernos do Brasil, em Paraibuna-SP, cuja cachaça de alta qualidade está atualmente sendo lançada no mercado.
    Willy Zirr – Diretor do Alambique Canabella

  • Renato
    setembro 19, 2012 at 10:58 am

    Renato,
    Gostei muito de seu comentário, só faltou um item muito importante e que considero um dos maiores complicadores para que os produtores da verdadeira cachaça de alambique (que são poucos, muito poucos) possam ter sucesso, O NOSSO MALDITO GOVERNO, que não consegue ver o potencial deste produto.
    O Ministério da Agricultura, Receita Federal e outros envolvidos só pensam em como dificultar a vida deste verdadeiros “cachaceiros”.
    A legislação é muito ruim, e feita sem o menor conhecimento técnico sobre o assunto, os impostos altíssimos (a cachaça é o item com a maior incidência de impostos no Brasil, acima do cigarro), a fiscalização inexiste.
    Os grandes produtores, que não fazem cachaça de alambique, fazem de tudo para exterminar os produtores da verdadeira bebida brasileira.
    Hoje, li no jornal (Folha de São Paulo) que um produtor de Minas (Tiradentes) se recusou a colocar azulejos em seu alambique por considerar que iria descaracterizar o alambique, que segundo ele, existe desde 1725, mas ao mesmo tempo utiliza caldeiras para o aquecimento do alambique. É muita incoerência e despreparo.
    Como produtor de cachaça de alambique, estou muito desanimado e com muita vontade de para de produzir comercialmente.
    Poderia me estender, por horas, listando as dificuldades existentes, mas até para isto estou desanimado.

  • Anyr João Mendes
    novembro 9, 2014 at 12:02 pm

    Produtor de cachaça artesanal em Florestal,MG, com uma produção anual de 25000 litros. Somente vendo cachaça com pelo menos um ano após a fabricação. Conhecida como “Cachaça do Anyr, é bastante apreciada na região, pela sua qualidade. Cursos no Centro Tecnlógico da Cachaça em Itaverava MG e Universidade Federal de Lavras, coordenado pela Professora Maria das Graças Cardoso..Optei pela qualidade ao invés da quantidade. A concorrência é ferrenha dos que optaram pela quantidade.
    Discordo de que a cachaça envelhecida em toneis de jequitibá seja a mais indicada para a caipirinha. O jequitibá, apesar de não dar coloração especifica à bebida, os componentes químicos da madeira, interferem significamente no sabor de uma bôa caipirinha. Caipirinha deve ser feita com cachaça branca e de qualidade.

  • jose ferreira
    fevereiro 4, 2016 at 4:52 pm

    Parabens a Claudionor e Jairo martins so fam de voceis.

Adicionar um comentário
%d blogueiros gostam disto: