Laboratório Mapa da Cachaça - Mapa da Cachaça
Verallia

Laboratório Mapa da Cachaça

15 de 10 de 2012

Uma das diferenças mais legais da cachaça em relação ao uísque, por exemplo, é a enorme quantidade de madeiras usadas para envelhecer a bebida. Madeiras nacionais e gringas como o bálsamo, umburana, jequitibá, ipê, tapinhoã, carvalho, castanheira, amendoim e várias outras são utilizadas para o envelhecimento ou armazenamento da cachaça. Destilados mais famosos, como o rum, tequila e uísque, passam somente pelo carvalho. E tem outra observação interessante:  quem aqui já viu uísque  que não passa por madeira?  Já a cachaça é bem conhecida (e gostosa) na sua versão branquinha.

Mas esse texto não é pra falar das diferenças entre a cachaça e os outros destilados. Quero aqui apresentar uma nova ação do Mapa da Cachaça que chamamos de Laboratório Mapa da Cachaça.

Laboratório Mapa da Cachaça

O instinto criativo dos produtores de cachaça somado à riqueza da flora brasileira foi capaz de misturar a bebida com mais de 23 tipos de madeira! E cada madeira concede uma cor, um aroma e um sabor característico. Isso torna a cachaça um produto muito peculiar e com um grande potencial para novas descobertas sensoriais. Fico imaginando as possibilidades de misturar isso tudo com os ingredientes e pratos da cozinha brasileira…  Tem coisa melhor que feijoada com uma boa cachaça?

Cada lugar que viajamos encontramos algum tipo diferente de cachaça, envelhecidas em madeiras nativas, com produtores inventando blends, tempos diferentes de envelhecimento e técnicas variadas de tosta dos barris. E cada região tem seu tipo de cachaça característico. Em Salinas, no norte de Minas Gerais, praticamente todos os alambiques têm uma cachaça envelhecida em bálsamo, já em Paraty, os produtores gostam mesmo é da cachaça branquinha, aquela que não passa por madeira alguma. As particularidades entre as regiões vamos aos poucos mapeando e divulgando também por aqui.

Para entendermos mais sobre esse rico universo de madeiras e cachaças, resolvemos realizar um estudo. Durante 3 meses, vamos conduzir uma série de experimentos com cachaça fazendo análises químicas, físicas e sensoriais.

Barril de Cachaça

A cachaça

Para que o processo dê certo, precisamos colocar nos barris a mesma cachaça, que ainda não passou por madeira. Escolhemos usar uma cachaça de Minas Gerais, da região de Salinas. O produtor nos deu 30 litros da cachaça branca armazenada em inox para utilizarmos nos experimentos. Ela tem 38,9º alcoólicos e me agrada muito por ser uma cachaça doce, mas picante e ácida, ou seja, tem personalidade, o que a torna ideal para o experimento.

As madeiras

Conseguimos 8 barris de excelente qualidade produzidos por uma tanoaria da região de Salinas chamada Dornas Havana. Cada barril tem capacidade de 3 litros. Nossas madeiras são: amburana, jequitibá, carvalho europeu, bálsamo, ariribá, eucalípto, castanheira e  ariribá + eucalipto (um blend feito no próprio barril).

O que estamos fazendo?

No dia 27 de setembro de 2012, colocamos exatamente 3 litros de cachaça branca em cada barril. Diariamente, monitoramos a temperatura e a umidade do armário no qual os barris ficam armazenados para entendermos os efeitos da evaporação no final do processo. Nosso propósito é realizarmos a cada 15 dias uma degustação com análise sensorial da cachaça retirada de cada barril e colhemos amostras para enviarmos para uma análise em laboratório. Todas as análises físico-químicas serão conduzidas pelo Dr. Leandro Marelli, um especialista em cachaça e um grande conhecedor do processo de envelhecimento da bebida. Para nosso controle, arranjamos também um alcoômetro e um termômetro para algumas análises básicas.

Cachaça passando por madeira

Olha a diferença de cor de cada madeira!

Para efeito de comparação, construímos por aqui um espectrômetro caseiro – um dispositivo capaz de identificar o espectro de luz que a amostra de cachaça irá emitir e, dessa forma, conseguirá distinguir as especificidades de cada madeira. As cachaças armazenadas em castanheira e em jequitibá, por exemplo, depois de 10 dias nos seus barris ficaram com cores muito semelhantes, mas ao analisarmos o espectro de luz dela, conseguiremos definir a “impressão digital” de cada madeira em determinado período de tempo. Para construir o espectrômetro, usamos as dicas do Public Laboratory – um site com vários experimentos seguindo a filosofia do Do It Yourself (faça você mesmo). Eles estão criando um grande banco de dados com informações de líquidos como: azeites, vinagres, vinhos, cervejas, água de rios…e em breve, teremos por lá os dados das cachaças armazenadas em madeiras brasileiras! As bases do experimento serão criadas usando essa ferramenta aqui: http://spectralworkbench.org/capture

As degustações

Degustação e Análise de cachaça

A parte mais legal do processo: provar as cachaças!!! Momento em que giramos as torneirinhas dos barris para experimentarmos cada uma das cachaças armazenadas nas madeiras. Para fazer parte desse processo convidamos pessoas com repertórios diferentes para trazer justamente seu conhecimento e bagagem de referências sensoriais.

Os participantes:

Bia Goll, chef de cozinha, amante da gastronomia brasileira e adepta do slow food; Erwin Weimann, químico e autor do livro “Cachaça – A Bebida Brasileira”; Junior WM, mixologista; Leandro Batista, sommelier de cachaça do Restaurante e Cachaçaria Mocotó; Renato Figueiredo, publicitário e autor do livro “De Marvada a Bendita”. O Dr. Leandro Marelli também participará dos eventos de degustação para nos ajudar a identificar os resultados colhidos em laboratório e como a madeira poderá influenciar nos compostos presentes na cachaça.

A cada 15 dias nos encontraremos no escritório do Mapa da Cachaça para degustarmos as bebidas e identificarmos as propriedades de cada madeira. Para as análises, estamos usando uma planilha que criei baseado em pesquisas e papos com especialistas (ela pode ser baixada por aqui). A planilha, assim como todo a metodologia, também faz parte desse experimento, ou seja, aprimorar o processo em si faz parte do desafio e das descobertas – caso tenha alguma sugestão ou contribuição para todo esse processo, entre em contato com a gente.

Na degustação vamos analisar o visual, o aroma, o paladar e o retrogosto de cada cachaça. Queremos, por exemplo, definir o nome da cor de uma cachaça envelhecida em bálsamo durante 3 meses (seria amarelo-ouro ou amarelo esverdeado?). No aroma e paladar queremos criar um vocabulário de referências sensoriais, por exemplo, constatamos que o eucalipto dá notas de erva doce no aroma da cachaça, já a amburana deixa a cachaça com menos aroma alcoólico e com um gosto doce que lembra baunilha. Ao longo desses três meses, vamos colocar os resultados da degustação aqui no site e nas redes sociais do Mapa da Cachaça.

Por quê?

Nós criamos o Mapa da Cachaça com o objetivo de conhecermos mais o Brasil. Nas nossas viagens, ficamos impressionados pelo rico universo do destilado brasileiro e fomos colocando tudo aqui no site com a ajuda de especialistas e pesquisadores. Hoje conseguimos ser uma das principais fontes sobre cultura e história da cachaça. Mas ainda tinha um capítulo desta história que, até então, não abordamos por aqui: As degustações e harmonizações com cachaça. Pra gente, não fazia sentido falar sobre isso sem conhecimento de causa. Nós precisávamos criar uma ação como o Laboratório Mapa da Cachaça para sabermos exatamente o que é envelhecer e armazenar cachaça, e assim conseguiríamos pensar em maneiras de traduzir isso para o público interessado em conhecer o destilado brasileiro. Nosso desejo principal é esse: continuar valorizando a cachaça mostrando suas qualidades e fazendo com que o público entenda e aprecie este patrimônio nacional.

Além da gente conseguir aprender e matar nossa curiosidade durante o processo, vamos conseguir falar sobre um tema que tem tudo a ver como o Brasil e o brasileiro. Não estamos fazendo apologia ao consumo de bebida alcoólica, pelo contrário, estamos levando a mensagem do consumo moderado e fundado nas descobertas sensoriais, não do “beber pra ficar chapado”. É como comer aquela sua comida favorita e saber exatamente porque ela é tão gostosa pra você – é o aroma? o gosto? ou a história que o prato traz consigo?

No Mapa da Cachaça queremos mostrar para o público, não apenas daqui mas do mundo inteiro, o ainda desconhecido universo de aromas e sabores da cachaça brasileira.

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PUBLICADO POR:

Comentários

  1. clemente magalhães da silveira

    outubro 16, 2012

    Acho a ideia otima,qualquer pesquisa só acrecenta,a minha duvida e que sendo pouca cachaça e os toneis sendo novos não vai mascarar muito o gosto da cachaça.
    Tenho um emprendimento em Buzios que se chama Porto da Barra que tem varios restaurantes, se voces quiserem podemos vazer uma degustação de cachaças por lá. Tenho o maior interesse em divulgar a nossa cachaça.

  2. Mapa da Cachaça

    outubro 17, 2012

    Oi Clemente, seria ótimo fazermos uma degustação no seu Restaurante em Búzios. Pode me ligar para conversarmos mais sobre isso no (11) 9-65182333

    abraços

    Felipe

  3. Juliana Galletti

    outubro 16, 2012

    Felipe,

    adoramos a iniciativa!!!
    Nos eventos que fazemos, cerca de 90% dos visitantes perguntam se nossa cachaça é envelhecida em carvalho.
    Não!! Utilizamos apenas madeiras nacionais, para, além de diferenciar, valorizar o que é nosso.
    Muitos ainda desconhecem a existência de outras madeiras para utilizar no envelhecimento. Outros tantos nem sabem que o carvalho é importado.
    Ainda temos muito o que aprender!

    (Mas acho que vocês erraram na data…
    “O que estamos fazendo?
    No dia 27 de outubro de 2012, colocamos exatamente 3 litros de cachaça branca em cada barril…”).

    Abraço.

  4. Mapa da Cachaça

    outubro 17, 2012

    Oi Juliana. Quando o mundo descobrir a variedade de madeiras que a cachaça envelhece/armazena vai ser incrível. Vamos aos poucos informando o pessoal sobre isso e em breve teremos um site também em inglês.

    Obrigado pela correção, já mudamos o texto 🙂

    bjos

  5. Ferrari

    outubro 16, 2012

    Sensacional esse ensaio da influência das madeiras no envelhecimento da cachaça.

    Como esse experimento está sendo realizado em barris de 3 lts., será que haverá uma correlação de tempo de armazenamento em relação à barris de outras capacidades (10, 20, 50, 200 e 700 litros)?

    Um abraço

    Celso Ferrari

  6. Mapa da Cachaça

    outubro 17, 2012

    Oi Celso. Sim. Queremos entender a relação entre superfície de contato da madeira com a cachaça e aplicar em barris de outras capacidades. abraços

  7. marcelo

    outubro 16, 2012

    Estou participando do curso sobre formação de cachaça. e ontem foi apresentado este tema sobre envelhecimento,as madeiras e tratamentos e padronização e blendagem. gostei muito.
    Uma coisa eu não sabia que todas as madeiras são tostadas achei que somente o carvalho era tostado.
    Quero conhecer mais .

  8. Mapa da Cachaça

    outubro 17, 2012

    Oi Marcelo. Vamos sempre atualizando o site com informações de especialistas e das nossas pesquisas. Espero que esteja gostando do curso! abs

  9. thiago Pires

    outubro 16, 2012

    Ótima ideia de relatar o procedimento, lembrando que já foram feitas algumas centenas de experiências deste tipo.
    Alguém já disse isto, mas é sempre bom lembrar que barriletes de três litros, amadeiram demasiadamente qualquer destilado, a menos que estes já tenham sido utilizados bastante.
    É importante também tentar descrever visual, olfativa e gustativamente as madeiras. Um procedimento que utilizo para isso é a degustação de água armazenada nestes barris. Consegue-se perceber com nitidez a contribuição da madeira já que água é neutra.
    Outra questão que acredito pertinente, é que cada madeira tem uma capacidade de diminuir ou mesmo aumentar a acidez(ardência) e adstringência do destilado. Às vezes dornas de madeiras iguais , volume iguais e tempo iguais atuam de maneira diferente. O degustador precisa estar atento.
    Por último lembro que madeiras como o carvalho, não possuem padrão e somente característica.

  10. Mapa da Cachaça

    outubro 17, 2012

    Oi Thiago. tudo bom? Temos como referência os diversos procedimentos feitos no meio acadêmico. Nossa ideia é conseguir traduzir isso para um público fora da universidade e através de um time multidisciplinar. É um dos nossos desafios e queremos contar com a ajuda de todos para chegarmos num bom resultado. grande abraço

  11. Leandro Espinoza

    outubro 17, 2012

    Mais uma vez aplaudo a iniciativa do Mapa da Cachaça! A idéia é ótima, tanto é que é tema de diversos estudos científicos, como vcs mesmos já apontaram.
    Porém, deixo aqui algumas considerações com o intuito de auxiliar no experimento:
    1 – Acho o tempo de armazenamento pequeno para conseguir alterações significativas dos quantitativos dos principais componetes químicos da cachaça. A cor, apesar de ter grande importância, não é um indicativo da qualidade química, como vcs já bem sabem.
    2 – Pequenas concentrações de álcool etílico são perdidas com o processo, seja devido à evaporação, seja devido às reações químicas que ocorrem na bebida. Por este motivo geralmente utiliza-se uma cachaça com concentração alcoólica maior, por exemplo 40 ou 42ºGL para início do envelhecimento. Isto também altera a composição final da cachaça. A propósito, uma análise quantitativa completa da cachaça a ser utilizada deve ser providenciada quando queremos colocá-la para envelhecer.
    3 – Notei que vcs deixam os barris em um armário. Seria mais adequado guardá-los em um ambiente arejado, para possibilitar maior contribuição dos efeitos da aeração na bebida. Um dos principais motivos da madeira ser usada no envelhecimento de destilados é a sua permeabilidade ao oxigênio, que produz por exemplo, a oxidação dos aldéidos à esteres, substâncias que conferem sabor à cachaça.
    4 – Quando realizamos testes tudo (ou quase tudo!) é válido, porém é importante verificar que existe uma definição legal para cachaça envelhecida que difere da deste teste por conta do tempo:
    MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 13, DE 29 DE JUNHO DE 2005, artigo 2.2.7. Cachaça Envelhecida:
    É a bebida definida no item 2.1.2 e que contém, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento) de Cachaça ou Aguardente de Cana envelhecidas em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 (setecentos) litros, por um período não inferior a 1 (um)ano.
    Quanto ao volume, geralmente os produtores utilizam barris entre 200 e 700 litros para o envelhecimento, acima deste volume é armazenamento, independente do tempo.

    Faço estas observações como uma forma de contribuição, porque admiro e acredito muito o trabalho de vcs.
    Abraços.

    Leandro Espinoza
    Químico, especialista em tecnologia de produção de cachaça.

  12. Mapa da Cachaça

    outubro 18, 2012

    Oi Leandro, obrigado pelas dicas! Vamos segui-las por aqui! Você viu o recente Projeto de Instrução Normativa que aprova os procedimentos de controle do envelhecimento da bebida alcoólica? Deixo o link por aqui: http://www.lex.com.br/legis_23859649_PORTARIA_N_128_DE_10_DE_OUTUBRO_DE_2012.aspx

    abraços

  13. Leandro Espinoza

    outubro 19, 2012

    Felipe,
    Com este Projeto resultando em uma Instrução Normativa do M.A.P.A. estaremos próximos do profissionalismo que as caves das cidades do Porto e Gália, em Portugal, têm em relação ao seu vinho.
    É um exemplo muito bom de controle de envelhecimento, que só agrega valor à bebida.
    Abraço.

  14. Thiago

    outubro 20, 2012

    Leandro,
    com relaçao ao 1 e ou 4 (tempo de armazenamento)
    acho q a idéia é saber como a bebida evolue em função do tempo.
    Tem um ótimo paper sobre o assunto disponível pela internet e acho válido discretizar as quantidades de cada componente quimico que a cachaça agrega ao longo do tempo, ao invés de simplesmente olhar no começo e depois somente em 1 ano.

  15. Mapa da Cachaça

    outubro 24, 2012

    Leandro, é bom este momento da cachaça! Temos muito que aprender com as melhores produções de fora e aplicar na nossa realidade e potencialidade. abraços

  16. Antonio Pianucci

    outubro 17, 2012

    Excelente este trabalho que voces fizeram !!!!

  17. Mapa da Cachaça

    outubro 18, 2012

    Valeu Antonio! A gente gosta bastante deste trabalho e ficamos felizes com o seu elogio! abs

  18. Mig

    outubro 18, 2012

    Muito interessante!!!! Também quero fazer parte… A Bia esteve em minha casa e conheceu nosso produto: Cachaça do Bastos, em Pirenópolis – GO. Gostaríamos muito que vocês todos viessem aqui, degustar a Cachaça do Bastos!

  19. Mapa da Cachaça

    outubro 18, 2012

    Gostamos muito de visitar alambiques e sinto em dizer que ainda não conhecemos alambiques de Goiás. Será um prazer! Você pode entrar em contato com a gente pelo contato@mapadacachaca.com.br para combinarmos a viagem. abraços

  20. Thiago

    outubro 20, 2012

    Sensacional!
    Esse tipo de Ciência feita sobre a bebida é que é a parte mais legal da mixologia.

    O legal da cachaça realmente é a diversidade, mas sem entender o que cada madeira contribui para o produto final não agrega nada à ideia de que temos varios tipos de armazenamento.

    A minha madeira favorita é a amburana, mas quem sabe não discubro outra aqui com vocês?

  21. Alípio

    outubro 22, 2012

    Voces estão fazendo esta degustação com a branquinha também? Sem madeira? Da mesma cachaça dos 30 litros? []s

  22. Mapa da Cachaça

    outubro 24, 2012

    Estamos sim, Alípio! Ele é a nossa principal base de comparação. abraços

  23. Jacqueline

    outubro 22, 2012

    Oi Leandro e Felipe equipe ,
    Gosto da alquimia do envelhecimento,que tal conhecer melhor a DEDO de PROSA, estou a disposição, vamos agendar. Parabéns pela iniciativa!
    jacqueline

  24. Mapa da Cachaça

    outubro 24, 2012

    Obrigado Jacqueline. Nos mande um e-mail no contato@mapadacachaca.com.br para conversarmos sobre a visita! É o que gostarmos de fazer! 🙂 bjo

  25. Leandro Espinoza

    outubro 25, 2012

    Jacqueline,
    Tive o prazer de degustar a cachaça de vcs na loja do meu parceiro Eduardo, proprietário da Cabana Caipira, em Ribeirão Preto.
    Que produto bom enh!
    Por coincidência tenho um folder de vcs em meu material sobre cachaça.
    Muito obrigado pelo convite para conhecer melhor vossa empresa, espero que num futuro próximo possa fazer uma visita, seria ótimo.
    Abraço.

  26. Roberto Pedrosa

    outubro 28, 2012

    Bom Dia,

    Gostaria de perguntar ao Felipe Jannuzi ou a um químico do grupo;

    Moro em Goiânia – GO e sou um pequeno colecionador de cachaças (atualmente com cerca de 650 garrafas) e minha dúvida é sobre a melhor maneira de armazená-las. Tenho cachaças que, só comigo, estão a mais de 15 anos (algumas produzidas seguramente a mais de 35 anos). Atualmente parte delas estão embrulhadas e mantidadas deitadas e outras estão em estantes e em pé. Como pretendo organizar minha “cachaçaria” em um só armário, pergunto: devo fazer a estante de forma que as garafas fiquem em pé, ou em forma de colméia, mantendo-as deitadas?

    Obg

    Pedrosa

  27. roberto negrini

    novembro 13, 2012

    Prezados.

    Entrei no site com o intuito de perguntar a voces onde poderia encontrar um tonel ou dorna na madeira Freijo.
    Achei muito interessante a pesquisa quem vem fazendo com as dornas de 3 litros.
    Desde 2003, quando iniciei meu trabalho de cachaceiro, venho fazendo experiencias similares as de voces.
    Deixo aqui minha pergunda porque nao incluiram a madeira Freijo na experiencia.
    Vou acompanhar o desenvolvimento e analise de voces.

    At.

    Roberto

  28. Alípio

    dezembro 3, 2012

    Voces estão fazendo o acompanhamento? (Nosso propósito é realizarmos a cada 15 dias uma degustação)
    Como está?
    []s

  29. Mapa da Cachaça

    dezembro 3, 2012

    Oi Alípio. Até agora foram 5 encontros. Na última quarta-feira foi nosso último encontro. Vamos escrever um post contando a experiência e nossas conclusões sobre essa etapa. Já posso te adiantar que foi bem divertida e com bastante esclarecimentos sobre diversas madeiras! A castanheira e o eucalipto me surpreenderam positivamente! Contarei mais em breve! Obrigado por nos acompanhar. abraços

  30. Rafael

    janeiro 16, 2013

    Ola,

    Vídeo e experiência sensacionais, assim que puder passar por Sao Paulo, não perderei a oportunidade de participar desta degustação.

    Abraco
    Rafael

  31. Mapa da Cachaça

    janeiro 20, 2013

    Contamos com a sua presença, Rafa! abração

  32. Maico

    fevereiro 18, 2013

    Olá, pessoal!

    Parabéns pela iniciativa, não apenas pelos testes, mas sim pela valorização que estão dando à cachaça artesanal.

    Abraços

    Maico

  33. Mapa da Cachaça

    fevereiro 18, 2013

    Valeu Maico pelo apoio!!! 🙂

  34. Jorge Alonso

    fevereiro 22, 2013

    Ótima ideia!
    Fico acompanhando os resultados.

    Sou Engenheiro Florestal e madeira é um assunto que muito me interessa. Aproveito para deixar algumas observações que podem não ter muito haver com a pesquisa desenvolvida, mas acrescentam mais complexidade a discussão como um todo (algumas até já foram citadas nos comentários).

    Pode-se dizer que a cachaça é a única bebida alcoólica que envelhece na madeira de espécies diferentes dos carvalhos. O que gera confusão com relação à correta identificação da madeira em que ela envelheceu.
    Para começar com o carvalho, existem o americano (Quercus alba) e o europeu (Quercus robur principalmente), cada um deles confere a bebida características organolépticas diferentes, no entanto, não se discrimina (e por vezes nem produtor sabe) em qual das madeiras envelheceu a cachaça.
    Com relação aos barris de espécies nativas a coisa pode ser ainda pior, pois um mesmo nome comum pode se referir a mais de uma espécie, bem como uma espécie pode ter mais de um nome comum. Por exemplo, a cerejeira, que também é chamada de amburana (ou emburana) pode se referir a duas espécies diferentes (Amburana cearensis e Amburana acreana). Mais exemplos seriam: o ipê (existem várias espécies – amarelo, cascudo, roxo, rosa, etc – com madeiras de características anatômicas e químicas diferentes); araribá (Centrolobium tomentosum, Centrolobium robustum, para ficar nas espécies mais comuns); jequitibá (Cariniana legalis, Cariniana estrellensis, as mais comuns); dentre outras.

    Eu acredito que espécies diferentes, por mais que suas madeiras possuam características químicas e anatômicas semelhantes, irão conferir características de envelhecimento e organolépticas diferentes à cachaça. Vou além, acredito que a origem de extração da madeira também influencia no processo, à semelhança do que se afirma a respeito do envelhecimento de vinhos, onde carvalhos (da mesma espécie) provenientes de diferentes florestas da França conferem características diferentes a bebida (mais informações: http://www.artisanbarrels.com/mainpage.html?su-ak).

    Outra questão é a de como as características anatômicas da madeira vão influenciar no processo. Especialistas em envelhecimento de vinhos afirmam que o carvalho europeu (Quercus robur) é a melhor madeira para envelhecimento da bebida, indo além e afirmando que árvores mais grossas, com tronco mais retilíneo e madeira livre de nós possuem melhores características. A explicação para tal fato é a existência de “micro canais” na madeira que permitem ideal troca de gases entre a bebida no barril e o ar de fora durante seu envelhecimento. Para cachaça já ouvi algumas histórias diferentes, mais não conheço nenhuma pesquisa sobre o assunto.

    Além disso, cito também as questões de: tamanho do barril (quanto menor, maior será o “efeito” da madeira na bebida); tempo de armazenamento; se o barril é novo ou se já foi utilizado para envelhecimento de cachaça ou até mesmo outras bebidas; higienização do barril para reutilização; e alguma eventual que eu desconheça ou tenha esquecido.

    Enfim, eu não quis ser chato – peço desculpas se fui – apenas apreciei o espaço e achei que valia a pena a discussão.
    Obrigado e parabéns pelo trabalho! As informações do site são de alto nível!
    Abraço,
    Jorge.

  35. Alipio

    abril 11, 2013

    Prezados, bom dia.
    Não estou conseguindo ver o resultado do Laboratório Mapa da Cachaça.
    Qual é o link?
    Abraços

  36. julio forti junior

    abril 14, 2013

    Tenho um pequeno alambique de inox para bidestilar cachaça de origem. Armazeno a cachaça em toneis de carvalho francês(2),e escocês (1), com mais de 50 anos de uso, e a cachaça acondicionada neles fica saborosa quanto mais velha é a armagenazem. Achei muito interessante essa ideia de colocar as cachaças em madeiras # e com tempos #. Isso poderá nos dar o tempo mais ideal para que uma cachaça deva ficar em contacto com uma madeira e ter um paladar prezeiroso para degusta-la. Parabéns pela iniciativa

  37. julio forti junior

    abril 15, 2013

    Ontem 14/04/2013, postei um comentario a respeito do mapa, e ao abrir a pagina de vcs hoje 15/04/2013, notei que aquele comentario foi deletado. Os comentarios são sòmente para assinantes!!!???
    Eu não sou constituido legalmente para produzir cachaça, mas tenho um alambique de inox, onde bidestilo a cachaça, para ter um produto melhor apurado. Pretendo comercializar e legalizar.

    Abracços

    Julio

  38. Mapa da Cachaça

    abril 15, 2013

    Oi Julio, a gente não delete comentários. Apenas temos uma moderação para evitar spams ou o pessoal querendo vender coisas pelo site. Obrigado pelos seus comentários. Boa sorte no processo de legalização da sua cachaça. grande abraço

  39. joao carlos

    junho 7, 2013

    eu nao bebo mas estou tendo robe de armazena cachaça no garrafao de 5 litro mas e so robe como posso armazena a bebida em casa pra ela fica cada dia melho sera que pode me ajuda

  40. […] enquanto, aproveitem pra ler todo o projeto que eles estão […]

  41. Gilson Braga

    outubro 2, 2013

    Estou feliz e agradecido por estarem aperfeiçoando a nossa cachaça que é a referência nacional.
    Sou um pequeno revendedor do produto de Minas aqui na Bahia.Venho selecionando uma clientela seleta e procurando aprimorar o sabor com diversas especiarias(madeira).
    Gostaria de ter uma ideia de como eu poderia adicionar de forma e quantidade correta estas madeiras,aniz e etc para um estoque de até 300 litros que é o meu estoque mensal.
    Obrigado mais uma vez!

  42. Robson Rodrigues de Souza

    agosto 8, 2014

    Queridos,

    Essa pesquisa de vocês é um ‘ousar’ de importância incalculável para os produtores de cachaça de todo o Brasil. e é claro que também para os consumidores de todo o mundo. Acredito que haverá uma grande contribuição desse time para a nossa cultura, economia, gastronomia, entre outros.

    Faço saber que sou fã de vocês, prestigio e aplaudo as iniciativas do Mapa da Cachaça, divulgo e faço a maior fé na visão de vocês. Toda sorte e criatividade para vocês,

    Robson Rodrigues
    Cachaçaria Uauá

  43. Wellington

    setembro 15, 2014

    Olá amigos !! Conhecem as varias cachaças da FAMILIA CARRA de Serra Negra? Visitei-os e estou fascinado pela “caninha” que produzem !!!! Visitem vale a pena !!
    Abraços

    Wellington

  44. Iagor

    maio 22, 2015

    Uma pergunta, se comprar uma cachaca, e coloca-la em um tonel por alguns anos, ela se torna as famosas “cachacas envelhecidas”? Ou teria que haver um processo diferente?

  45. Enio Vieira Garcia

    junho 2, 2015

    primeira vez lendo neste site a respeito da cachaça, estou achando interessante, pois possui várias
    informações a respeito, parabéns pelo site
    abraço
    Enio

  46. Mapa da Cachaça

    junho 3, 2015

    Obrigado Enio. Estaremos sempre motivados a trazer mais informação de qualidade sobre o tema. Att. Equipe Mapa da Cachaça

  47. José Romualdo Quintão

    agosto 20, 2015

    Sugiro que entre em contato com Silvia Borim Côdo Dias, funcionária aposentada da Sup. Reg..Ministério da Agricultura, cuja dissertação de mestrado foi sobre envelhecimento da cachaça. Ela foi apoiada pela APAQ, que apoiou viagem de estudo na França para conhecer de perto as técnicas de envelhecimento das bebidas regionais.
    http://www.escavador.com/pessoas/271877
    Dissertação de Mestrado
    20Mestrado%20Silvia%20Maria%20Borim%20C%C3%B4do%20Dias_1997.pdf

    José Romualdo Quintão

  48. Mapa da Cachaça

    agosto 24, 2015

    Obrigado pela dica José. Já conhecíamos as pesquisas da Silvia Borim com cobre. Já estamos com seu artigo sobre madeiras – realmente muito completo. grande abraço

  49. Alencácio José dos Santos

    agosto 21, 2015

    Achei muito interessante o impacto que faz, e o sabor que a madeira da a cachaça por isto é que diferencia a nossa cachaça brasileira.

  50. Mapa da Cachaça

    agosto 24, 2015

    Sem dúvida, a enorme diversidade de madeiras é o grande diferencial da cachaça, Alencácio. grande abraço

  51. Gustavo

    abril 5, 2017

    Embora o experimento de vocês seja de 2012, só agora que vi a reportagem justamente porque adquiri 4 barris de 5L para fazer um experimento semelhante, primeiramente para aprender as diferenças de cada madeira e outra para agregar meu paladar que já venho treinando com diversos tipos e estilos de cervejas. Quero colocar no meu blog que estou montando.

    Parabéns pelo trabalho que vocês vem fazendo em prol da bebida brasileira.

Seleção de Cachaças

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