Destilados do Mundo, como países elegeram – e divulgaram – suas bebidas icônicas

Nova série de reportagens do Mapa da Cachaça vai contar a trajetória dos mais icônicos destilados — e como eles conquistaram o planeta

Esse artigo faz parte da série “Destilados do Mundo” desenvolvida pelo Mapa da Cachaça em parceria com o jornalista Rafael Tonon.
Destilados: uisque, tequila, gin, vodca
Todos os meses vamos apresentar a trajetória de destilados do mundo e seus cases de sucesso

Os russos têm a vodka, os escoceses o whisky, os mexicanos têm o tequila (e também o mezcal). Mas nós, brasileiros, não perdemos em nada nessa “briga” de balcão com a nossa icônica e complexa cachaça.

Cheia de atributos sensoriais, acessível (em todos os sentidos) e democrática (é consumida do Norte ao Sul), nossa bebida mais tradicional encanta todo mundo que decide prová-la.

A questão é que ela não chega ao copo de todo mundo: no panteão dos espirituosos, a nossa boa e velha caninha nem sempre conquista o seu merecido lugar. Brasileiro é povo hospitaleiro, que recebe bem todo mundo que chega, com inigualável simpatia.

Mas quando o assunto é o campo do outro, nem sempre sabemos mostrar todo nosso jogo, esbanjar nosso charme. Jogando em casa, fazemos bonito. Quando é fora, nem tanto. Pelo menos quando se trata da nossa bebida-bandeira.

Não existe nada mais brasileiro do que a cachaça: ela está nos bares e nos botequins, nos casamentos e nas festas finas. Serve para tomar de uma talagada só, cria ótimas caipirinhas, cabe em coquetéis bem elaboradas. Mas quase só circula pelas nossas próprias rodas: no cenário internacional, sua presença ainda é consideravelmente tímida, ainda que crescente, mas aos poucos.

Por isso, decidimos criar uma série de reportagens aqui no Mapa da Cachaça para contar a história de sucesso de outros destilados no mundo que possam nos inspirar a pensar como fazer com que a cachaça tenha a projeção global que ela merece.

Vamos abordar a tequila e sua virada de bebida de festa para um destilado que se usa hoje até em harmonizações de restaurantes gastronômicos; a vodka e sua herança soviética até a conquista de objeto de desejo com garrafas colecionáveis; o whisky e a representação de terroir e o uso de maltes únicos.

Os destilados, afinal, ganharam representação mundial pela sua própria natureza. “A destilação difundiu as bebidas alcoólicas pelo mundo já que o processo permitia, pela primeira vez, que litros de bebida fossem transportados sem qualquer deterioração”, afirma Neil Riddley, autor do livro Distilled (ainda sem tradução no Brasil).

Isso fez com que essas bebidas se tornassem globais, feitas para serem consumidas em todas as partes do mundo, principalmente depois que grandes grupos se responsabilizaram por distribuí-las e criar um marketing agressivo por trás delas. Nossa cachaça, de modo geral, ainda não atingiu tamanha posição no cenário de bebidas nem na cena da coquetelaria mundial — mas isso está a mudar: cada vez mais bares de grandes bartenders têm visto o potencial da nossa purinha, consumidores se apaixonam por ela.

Como uma vez me disse o grande Dave Wondrich, estudioso e historiador de bebidas: “Eu acho que a cachaça, quando bem feita, é um dos mais interessantes destilados do mundo todo”. Nós, aqui, não temos dúvidas. Agora é poder encontrar estratégias para que ela tome essa sua posição no mercado.

Uma vez por mês, a nossa série Destilados do Mundo vai abordar alguns caminhos percorridos por outras icônicas bebidas para chegar lá. Uma inspiração para pensarmos como nossa querida cachaça pode seguir a mesma trilha de sucesso nos copos do mundo todo!

Bourbon:

Como o bourbon, bebida feita de milho, se tornou sinônimo do whiskey americano no mundo e está passando por sua melhor fase graças à coquetelaria. Veja mais

Mezcal:

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Rafael Tonon

Rafael Tonon

Rafael Tonon é jornalista especializado nas áreas de gastronomia e bebidas

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