Gilberto destaca também a iniciativa do presidente Lula em colocar, nas recepções de seu governo, a cachaça como produto nacional. E mais uma vez, a Tucaninha tem história com o ex-presidente.

-A mando de Lula, quatro cachaças brasileiras foram selecionadas para essas recepções. Eles numeraram os produtos e fizeram uma seleção profissional de quatro tipos. As duas produções de nossa família, tanto a Tucana quanto a Tucaninha, foram selecionadas. Já imaginou? Duas das quatro cachaças selecionadas pelo Governo são de nossos alambiques. As outras duas, uma é de Araxá e a outra do Rio de Janeiro; ou seja, três de quatro escolhidas são de nosso estado. É motivo de orgulho, não é? E sabe, acho que ainda tem cachaça nossa por lá, viu?

E tal reconhecimento não ficou só no Planalto Central. A cachaça da família Godinho era vendida em todos os estados brasileiros. Além disso, era exportada (em pequena quantidade) para países da Europa como França, Inglaterra, Portugal e, principalmente, Alemanha. Países asiáticos também faziam encomendas do produto. Gilberto lembra que seu exportador, xará do pai, o Osvaldo da exportadora Savana, trabalhou com sua família do começo ao fim do negócio. Ele levava sua cachaça para todos os cantos do país e, com seus contatos lá fora, conseguia exportar dúzias de cachaça.

– As pessoas não têm noção do quanto é caro e complicado se exportar produtos alimentícios para outros países. Primeiro, porque é tudo por conta do produtor. Segundo, porque cobram mil taxas. E terceiro, porque são super rigorosos com a composição dos alimentos. A cachaça é muito analisada, tanto antes de sair do país, quanto depois, no destino. Eles olham tudo. Se tiver 0,00001% de diferença na taxa de cobre, por exemplo, enviam os contêineres de volta – e por conta do produtor! Ou jogam tudo fora… No Brasil, hoje, acredito que apenas seis ou sete marcas de cachaça conseguem exportar milhões de litros; entre elas estão a Pirassununga, a Ypióca e a 61. E é assim, eles mandam até 15 milhões de litros por vez! Nós mandávamos algumas dúzias apenas.

O número das empresas que conseguem tamanha exportação é quase nulo se pensarmos que hoje, só em Minas Gerais, é calculado um número de oito mil e quinhentos alambiques. Gilberto enfatiza que a existência de tantos produtores mineiros se deve, especialmente, ao “boom dos anos 90”, quando o Governo lançou fortes propagandas de incentivo e valorização da culinária e artesanatos regionais. Em parceria com o Sebrae, o governo do estado de Minas garantiu incentivos financeiros a novos produtores. Com isso, criou-se uma ilusão generalizada sobre a produção de alambique, o que foi, aos poucos, sendo relativizada pelos novos produtores. A exigência financeira e de recursos é alta, principalmente no começo desse negócio.

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  • Orlando Francisco Rodrigues
    fevereiro 27, 2013 at 8:32 am

    Ana Lis,em primeiro lugar “Bom dia”.Parabéns pela matéria,sou pai do Lucas e estou feliz por vê-los amigos.abraço.

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