Alambique da Cachaça Tucaninha em Minas Gerais

Amante do produto, Gilberto gosta de provar diferentes tipos de cachaça* e é presenteado por amigos e parentes quando estes visitam cidades produtoras. Apesar de tamanha coleção, Gilberto acredita que seu pai, Osvaldo Ferreira Godinho, era ainda mais fã do produto.

– O papai adorava tomar um golinho de cachaça. Mas das boas. A nossa ligação com o produto vem dele, aliás. Foi ele quem começou com a história do nosso alambique.

Osvaldo e mais dois irmãos, Wellington e Alfredo, eram proprietários de uma fábrica de cerâmica (produção comum na cidade do Glória até hoje) chamada Cerâmica Rio Grande. Os três produziam tijolos, lajotas, manilhas e telhas e, seguindo a tradição familiar, iam bem nos negócios. Porém, Osvaldo, que apesar de não ter nem ensino fundamental, tinha uma visão empresarial e sonhava em mexer com agronegócios e construir um alambique para a produção de sua própria cachaça. Ele não se imaginava na indústria de cerâmica para o resto de sua vida. Nos anos de 1970, Osvaldo vendeu sua parte da sociedade na fábrica para seu irmão, Tertuliano, e conseguiu, com esse dinheiro, comprar terras localizadas na entrada da cidadezinha.

– Nessas terras, meu pai criava três vacas. Era tudo o que a gente tinha no começo. A gente brincava que era nosso grande curral de três, ri Gilberto.

Seis anos depois, em 1976, Osvaldo comprou outra fazenda, onde atualmente funciona a produção leiteira Tucaninha. Naquele ano, o empresário começou seus negócios de leite com mais força, com maior quantidade de gado e, consequentemente, com maior produção.

– O negócio do leite tem que ser bem feito. Porque é preciso a qualidade e a quantidade. Então você tem que cuidar de todos os mínimos detalhes. Nessa época, papai plantava cana na primeira fazenda que comprou, na entrada da cidade, e criava gado na outra, na saída para Delfinópolis. Sempre com a ajuda de meus irmãos, para dar conta do recado. Mas ele sempre foi muito detalhista, atencioso e tinha um feeling para negócios. Andava sempre com um bloco de notas e um toco de lápis no bolso. Anotava tudo. Ele só estava esperando o momento para que houvesse sobra da cana e ele pudesse, finalmente, abrir um alambique.

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  • Orlando Francisco Rodrigues
    fevereiro 27, 2013 at 8:32 am

    Ana Lis,em primeiro lugar “Bom dia”.Parabéns pela matéria,sou pai do Lucas e estou feliz por vê-los amigos.abraço.

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