Ele e os irmãos se reúnem todos os finais de semana para discutirem problemas e possíveis soluções dos negócios. Hábito deixado pelo pai, Osvaldo, que fazia questão de sentar com os filhos e discutir detalhes da produção. Com isso, gastam horas discutindo ideias novas para a melhoria da qualidade do trabalho e da qualificação dos funcionários.

-A gente aprendeu a ser rigoroso e detalhista com meu pai, seu bloquinho e seu toco de lápis. Quando ele morreu, em 2006, deixou uma produção suficiente para os próximos três anos.

Nessas reuniões, a família discute abrir uma empresa apenas para que possam comercializar o estoque de cachaça que fica em sua casa. Enquanto isso não acontece, presenteia amigos e parentes com garrafas.

-Tenho um estoque aqui precioso. Da nossa safra de 1996, quando o papai ainda participava dos negócios. É uma cachaça encorpadíssima. Para quem gosta, é um tesouro.

Gilberto me mostra os tóneis de cachaça de sua coleção.

-Por que um tucano? Por que esse nome de Tucaninha?

– Ah, é uma homenagem à nossa ave tropical, muito comum em nossa região. Constantemente a gente vê tucanos no Glória, porque aqui é bem comum que as pessoas tenham árvores frutíferas em seus quintais. Na casa de minha mãe mesmo, vira e mexe e tem tucano nos visitando. Lá na casa dela tem acerola, araçá-boi, pupunha… Nós tomamos suco natural e de polpa o ano todo. Uma beleza.

Ele conta as várias receitas da mãe, Fia, de sucos e doces das frutas regionais. E me convida a sentar no barzinho.

– E vamos experimentar cachaça, uai! Você faz uma entrevista dessas e não vai provar do que está falando? De jeito nenhum!

Fazemos um brinde com a cachaça da safra de 96. Com a bebida compartilhada, entre uma castanha e outra, faço a última pergunta que ele responde dando risada.

-Gilberto, você lembra qual foi a primeira vez que experimentou uma cachacinha na vida?

-Mas é claro que eu me lembro! Eu tinha 13 anos, peguei uma do meu pai e experimentei. Mas apreciar, de verdade, foi aos 25 anos. Uma coisa que aprendi com o tempo.

E é em tom de conversa de boteco, termino a entrevista com Gilberto. Apreciando uma cachaça. Porque apreciar é muito melhor do que, simplesmente, beber. É de gole em gole que o mineiro enche o papo.

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  • Orlando Francisco Rodrigues
    fevereiro 27, 2013 at 8:32 am

    Ana Lis,em primeiro lugar “Bom dia”.Parabéns pela matéria,sou pai do Lucas e estou feliz por vê-los amigos.abraço.

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