Renato Figueiredo compara o mercado da cachaça com o de vodka e whisky e desafia: quantas andorinhas são necessárias para se criar o mercado da cachaça?

Quantas marcas de vodka você conhece? Citem nomes. Uma, duas, três… quatro… Pronto. Já começa a ficar difícil, para um consumidor médio de bebidas alcoólicas lembrar de outras marcas da aguardente russa. E de Whisky então? Quantas marcas te vem à cabeça, se você não é um apreciador? Duas? Três? E quando o assunto é cachaça artesanal?

Se pensarmos na versão industrial da bebida nacional, conseguimos talvez bater até a soma das duas acima. Cinco, seis, ou até sete: várias marcas são lembradas com mais facilidade. Quando o papo é cachaça de alambique, aí a coisa fica mais difícil – é verdade. Mas, espremendo um pouquinho sai uma ou outra famosa de Salinas, ou mesmo alguma que a pessoa conheça de sua região – isso se não estamos falando com aqueles que não acessam o Mapa da Cachaça, é claro ; )

Desenho de andorinhas
Com quantas andorinhas se faz o mercado da cachaça?

E o que isso conta para nós?

Que nem sempre é necessário muitas marcas para se fazer conhecida e valorizada uma bebida. Pensemos também no caso do vinho: quantas não são as marcas de chateaus, mas quantas são, efetivamente, conhecidas pelo consumidor médio (aquele que não é especialista ou conhecedor)? Seguindo esta lógica, fica claro que não é extremamente necessário que muitas marcas façam investimentos massivos no marketing e em sua distribuição, mas apenas 1 ou 2 (veja mais neste post aqui).

No entanto, a coisa não é tão fácil quanto parece. Algo assim exige grande investimento financeiro, uma excelente distribuição, uma boa estratégia de marketing e comunicação e muito, muito suor.

É aí que lembramos do outro sábio ditado: “a união faz a força”. Nesse sentido, associações de produtores com o intuito de produzir uma ou duas marcas expressivas de qualidade podem ser muito interessantes. Num modelo de cooperativa, quando uma mesma marca é construída num esforço de coletivo.

Como o vinho, a variedade é necessária e parte da identidade da categoria da bebida nacional. Mas é preciso fornecer ao consumidor aquelas opções nas quais ele possa confiar, aquelas 5 ou 6 marcas que sejam facilmente encontradas, e que forneçam a ele uma boa qualidade sensorial e uma boa experiência com a bebida bem feita. Ainda tem espaço para os pequenos se unirem.

Por isto, até a semana que vem, fica aí o dilema para se pensar: com quantas andorinhas, afinal, se faz o mercado da cachaça?

Ilustração de Mariana Pellegrini, gentilmente autorizada pela autora para uso neste post. Vá ao blog dela: http://maryinventamoda.blogspot.com

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba em primeira mão nossas novidades, eventos e promoções

Quer receber no seu e-mail 5 aulas gratuitas sobre cachaça? Assine nossa newsletter exclusiva e durante 5 dias te enviaremos o melhor conteúdo sobre o destilado brasileiro!

Compartilhe esse artigo

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
barril de balsamo

Barril de bálsamo para envelhecer cachaça

Compre barril de bálsamo para envelhecer bebidas e agregar novas cores, aromas e sabores ao seu destilado (cachaça, rum, uísque), cerveja ou coquetel.

Comprar
Dorna de Bálsamo

Dorna de bálsamo para envelhecer cachaça

Quer envelhecer sua própria cachaça, cerveja ou coquetel? Temos a dorna de bálsamo que você precisa para começar seus experimentos.

Comprar
dorna de amburana

Dorna de amburana para envelhecer cachaça

Já pensou em ter sua própria dorna para envelhecer cachaça? Nós fizemos uma seleção dos melhores barris e dornas de amburana para você começar seus experimentos em casa com bebidas  fermentadas e destiladas.

Comprar
  • Mariana
    agosto 24, 2011 at 11:59 am

    Muito bem, parabéns pelo post e obrigada pelo crédito.
    Beijoca!

  • […] Leia mais: Com quantas andorinhas se faz uma Cachaça? | Mapa da Cachaça […]

    [WORDPRESS HASHCASH] The comment’s server IP (50.22.65.2) doesn’t match the comment’s URL host IP (50.22.69.40) and so is spam.

  • isaias
    outubro 17, 2011 at 1:45 pm

    Muito legal conhecer a iniciativa de descolar a cachaça . Temos de ter identidade . Voce ja conhece a cachaça aqui da zona rural de Santa Cruz do Rio Pardo -SP . No bairro do Cebolao , feita pela familia Pinhata . Ja tomei um ” par ” de cachaças . Salinas inclusive , Nega Fulo , Boazinha , Seleta etc . mas nao chega ao pé dessa daqui do Cebolao !!!

Adicionar um comentário
%d blogueiros gostam disto: