Caipirinha é o melhor drinque para mundializar a cachaça? Clássicos como Rabo de Galo podem ajudar - Mapa da Cachaça
Verallia

Caipirinha é o melhor drinque para mundializar a cachaça? Clássicos como Rabo de Galo podem ajudar

23 de 11 de 2016

Gelo, limão, cachaça e açúcar. A receita da Caipirinha parece simples, mas para entornar o caldo é preciso muito pouco. O Rabo de Galo pode ser a solução.

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Rabo de Galo, uma estratégia para levar a cachaça para bares de todo o mundo.

A caipirinha não é a melhor forma de internacionalizar a cachaça?

Fazer Caipirinha não é algo tão simples como as pessoas pensam. O limão taiti é bastante acessível no Brasil e em países tropicais, mas encontrar um mero limãozinho no Hemisfério Norte pode ser tarefa difícil e cara. E quando a fruta está disponível, para azedar a bebida basta macerar demais a casca. Causar uma ressaca dos infernos então, nem precisa de muito, apenas a cachaça errada e muito açúcar para disfarçar. Em compensação, o Rabo de Galo tem um potencial de replicação muito maior. Partindo de uma receita 1 para 1, quando cachaça e vermute entram na mesma proporção, as variáveis que conduzem ao erro são muito menores.

O Rabo de Galo pode ser a solução?

O Rabo de Galo além de ter uma receita relativamente simples tem seus ingredientes disponíveis em qualquer lugar do mundo – gelo, bitter, uma boa cachaça e um bom vermute são ingredientes que podem ser encontrados nas principais capitais mundiais. E quem acha que o coquetel tem menos cultura do que a Caipirinha está muito equivocado. O Rabo de Galo é típico dos botequins e pés-sujos há muito tempo. Surgiu junto à imigração italiana em São Paulo, de uma necessidade de se aproveitar a cachaça, desde sempre a bebida mais barata dos balcões, junto ao vermute que começava a chegar via Cinzano.

Dos pés-sujos a uma dita alta coquetelaria.

O Rabo de Galo sempre foi marginalizado, era coisa de pé-sujo. Então, por meio de um movimento de orgulho e valorização das nossas tradições, os bartenders começaram a conquistar mais autonomia para afinar as cartas de drinques. Eles começaram a colocar ideias mais autorais na pauta do dia. Agora, que o Rabo de Galo já está em várias cartas, o cliente já olha pro coquetel de cachaça e vermute e começa a entender o que seria uma coquetelaria brasileira. O bartender começou a reproduzir a receita utilizando mais técnica, como servir na temperatura correta com gelo cristal e outras guarnições que enaltecem a bebida.

 

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