10 Políticos que não dispensam uma boa cachaça - Mapa da Cachaça
Verallia

10 Políticos que não dispensam uma boa cachaça

04 de 05 de 2019

Fizemos uma lista com 10 políticos que não dispensam uma boa cachaça. Alguns deles podem discordar na hora de debater política, mas têm uma coisa em comum: adoram uma boa pinguinha.

Barack Obama

Obama não vai entrar para a história apenas por ter reatado os lanços com o regime cubano.

Obama e cachaça

Obama é fã de cerveja e reconheceu a cachaça como bebida do Brasil. Thanks!

O líder norte-americano também será lembrado por ter possibilitado a criação da primeira cerveja produzida na Casa Branca. Em janeiro de 2011, o presidente instalou um kit para produzir cerveja artesanal e começou produção própria. Em 2012, já produzia e bebia três estilos de cerveja: White House Honey Blonde Ale, White House Honey Porter and White House Honey Brown.

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Cachaça – Araquém Alcantara e Manoel Beato. Prefácio de Fernando Henrique Cardoso

Ainda em 2012, enquanto bebericava suas cervejas, Obama também mostrou ser fã do destilado brasileiro “tomando” uma iniciativa inédita e muito benéfica para a cachaça. Em um acordo selado com o governo da presidente Dilma Rousseff, os EUA reconheceram a cachaça como produto tipicamente brasileiro, e diferente do Rum, ou Brazilian Rum, como chamavam a cachaça por lá até então.

FHC (Fernando Henrique Cardoso)

O sociólogo Fernando Henrique Cardoso é defensor da cachaça e provou ao assinar o Decreto nº 4062, de 21 de dezembro de 2001 que define as expressões “cachaça” e “cachaça do Brasil” como indicações geográficas.

Fernando Henrique Cardoso - Mapa da Cachaça

Já sabiamos que FHC é a favor da legalização da maconha, mas você sabia que o ex-presidente é também fã de cachaça?

Dessa forma, FHC protegeu o destilado brasileiro como um produto autenticamente nacional, assim como acontece com o Tequila no México e a Champagne na França.

Em 2000, na data de comemoração dos 500 anos de descobrimento do Brasil, a cachaça teve sua importância reconhecida pelo então presidente, que a serviu para delegação portuguesa no brinde oficial de comemoração como símbolo de nossa brasilidade e nossa relação amistosa com outros povos.

Cachaça - livro de Manoel Beato sobre cachaça

Cachaça – Araquém Alcantara e Manoel Beato. Prefácio de Fernando Henrique Cardoso

Em 2011, o ex-presidente ainda foi autor do prefácio do livro de Manoel Beato e Araquém Alcântara intitulado “Cachaça”.

Certamente alguns leitores podem se surpreender por me encontrar aqui prefaciando este livro; Afinal, não carrego a fama de cachaceiro que noutros grudam. Assim, de cara, esclareço que não pertenço a nenhuma turma que tenha no gole da marvada sua razão de existência. No máximo, que ninguém é de ferro, já tomei uma ou outra dose, junto com a Ruth, que gostava de uma pinguinha, como ela dizia, ou então oferecida por grandes amigos, como aqueles que escreveram e fotografaram este extraordinário livro, ambos com laços mais estreitos com a famosa água-que-passarinho-não-bebe. (continua aqui o prefácio)

Lula (Luiz Inácio Lula da Silva)

Lula nunca escondeu seu apreço por um copo de cerveja, uma dose de uísque, ou melhor ainda, uma talagada de cachaça. Mas sua fama com a aguardente brasileira não está apenas nas bebedeiras.

Lula, presidente do Brasil

Lula já se declarou muitas vezes ser fã de cachaça

Lula também tomou importantes medidas para o reconhecimento da cachaça como uma produção nacional. Em 2009, Lula decretou o nome Caipirinha como uma criação brasileira, proibindo a denominação para outras receitas que não sejam preparadas com cachaça.

Caipirinha é: (…) graduação alcoólica de quinze a trinta e seis por cento em volume, a vinte graus Celsius, elaborada com cachaça, limão e açúcar, poderá ser denominada de caipirinha (bebida típica do Brasil), facultada a adição de água para a padronização da graduação alcoólica e de aditivos.

Como torcedor do Corinthians, bebedor de pinga e com políticas públicas voltada para os mais desfavorecidos, Lula tornou-se um político mais próximo das camadas populares e um defensor de autênticas manifestações nacionais, mas também deu motivos para muitas controvérsias de oposicionistas.

Air Force One e Pirassununga 51

Quando o governo gastou US$ 56 milhões para comprar um novo avião presidencial, o jornalista Cláudio Humberto patrocinou um concurso para dar um nome ao avião. Um dos vencedores, lembrando que o avião do presidente dos EUA se chama Força Aérea Um (Air Force One), sugeriu que o avião de Lula deveria ser designado ‘‘Pirassununga 51″. Outra sugestão foi “Movido a Álcool”, uma brincadeira com o plano do governo para encorajar o uso de etanol como combustível para carros.

Larry Rohter x Lula

Deixando a brincadeira de lado, um caso grave também aconteceu entre Lula e o jornalista norte-americano Larry Rohter, correspondente do The New York Times. Rohter sugeriu em artigo que o presidente na época teria problemas com o álcool. Como reação, Lula ordenou a expressa expulsão do jornalista do Brasil, fato que repercutiu negativamente na mídia internacional, e foi posteriormente substituído por um pedido formal de desculpas. Uma discussão sobre leviandade jornalística quase se transformou num desastroso incidente internacional.

Bolsonaro x Lula

Em entrevista gravada no dia 26 de abril de 2019, na Política Federal, em Curitiba, onde está preso, Lula afirmou que o Brasil é governado por um “bando de malucos”. Em resposta, Bolsonaro responde “pelo menos não é um bando de cachaceiros” que está à frente da administração federal. A briga ajuda a reforçar o simbolismo negativo ligado ao destilado brasileiro. Ao ofender Lula, Bolsonaro está reproduzindo o velho desprezo sobre as manifestações brasileiras autenticamente populares e reforçando no imaginário social os preconceitos e estereótipos ligados ao destilado brasileiro.

Jair Bolsonaro

Na troca de farpas entre Bolsonaro e Lula quem perdeu feio foi a cachaça

Cachaça Socialista

Os companheiros de Lula do MST também compartilham tanto o gosto pela caninha que até criaram a própria.

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Cachaça do MST, A Socialista.

Tancredo Neves

Tancredo Neves nasceu em São João del-Rei, região com tradição em produção de cachaça de alambique e nas proximidades do Engenho Boa Vista, alambique mais antigo em atividade no Brasil.

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A mulher de Tancredo tinha tradição de produzir cachaça em Cláudio – MG

Mas foi ao casar com Risoleta Guimarães Tolentino, filha de Quinto Alves Tolentino e Maria Guimarães Tolentino, que Tancredo se aproximou da prática mineira de produzir cachaça artesanal.

A fabricação de cachaça pela família Guimarães Tolentino começou em 1873 com um engenho de rapadura e açúcar mascavo que existia na Fazenda da Mata em Cláudio – Minas Gerais. Entre as cachaças produzidas pela família estão a Mingote, Mathusalem e Fazenda da Mata. Em 1985, logo após falecimento do presidente Tancredo, a famosa Mathusalem deixou de ser produzida.

Aécio Neves

Seguindo tradição familiar, Aécio Neves e seus primos produzem cachaça na Fazenda da Mata, em Cláudio – Minas Gerais.

Aecio Neves

Família de Aecio Neves continua produzindo cachaça em Cláudio – MG

A cachaça “Mingote”, apelido de Domingos José da Silva Guimarães, tataravô de Aécio Neves, é produzida desde 1953. Atualmente, a cachaça é comercializada por Tolentino & Tolentino, empresa administrada por Tancredo Tolentino, um dos primos do ex-governador de Minas.

Cachaça Mingote

Familiares de Aécio produzem a cachaça Mingote

Aécio costuma dar sua cachaça de presente a amigos, políticos e turistas em visita a Minas Gerais. Em Brasília, já foram vários os políticos agraciados com a autêntica bebida mineira. Até mesmo Lula, seu oponente político, já se rendeu ao presente do tucano.

José Alencar

Em Pedras de Maria da Cruz, na fazenda Cantagalo, às margens do rio São Francisco, o ex-vice-presidente da República produzia cachaças artesanais.

José Alencar

José Alencar produzia cachaças em Minas Gerais

José Alecar era o produtor da Sagarana (em homenagem ao livro de Guimarães Rosa), Porto Estrela e Maria da Cruz, essa última com produção encerrada após falecimento do vice de Lula.

Alencar sonhava em transformar a cachaça numa bebida de prestígio internacional. Ele dizia da cachaça Maria da Cruz: “Não tem acidez, não dá dor de cabeça e nem ressaca”, continua: “Só precisa ser mais conhecida”. Por ano, ele produzia 400 mil litros da bebida, e a maior parte era voltada para a exportação. Embora fosse uma bebida forte, com teor alcóolico de 46%, a Maria da Cruz era realmente uma bebida suave devido seu envelhecimento em amburana, madeira brasileira bastante encontrada na região.

Jânio Quadros

Eleito em 1960, Jânio era um notório consumidor de bebidas que disse certa vez: “Bebo-o porque é líquido, se fosse sólido comê-lo-ia”.

Janio Quadros

Janio Quadros: “Bebo-o porque é líquido”.

Sua renúncia inesperada, após menos de um ano no governo, durante o que dizem ter sido uma maratona de bebedeira, iniciou um período de instabilidade política que levou a um golpe em 1964 e 20 anos de ditadura militar.

Jânio Quadros, durante quase um dia inteiro de sua campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 1985, foi “obrigado” a aceitar tragos de cachaça oferecidos por comerciantes do bairro do Cambuci, na região central de São Paulo. O candidato passou o dia, ensolarado, visitando escolas, comerciantes e cumprimentando moradores da região. No final da tarde, Jânio resolveu visitar um posto de saúde do bairro. Preocupado com o efeito já aparente das doses, um político da região que acompanhava o candidato aproveitou o ensejo e perguntou ao médico de plantão do posto de saúde da prefeitura:

– Por gentileza, o senhor poderia dar uma olhada nesse homem?

O médico, já desconfiado da embriaguez de Jânio, aproximou-se do candidato, sentou-se ao seu lado e indagou:

– O senhor bebe? E Jânio respondeu:

– Sim, eu aceito.
Folclore Janista. Folha de S. Paulo, 4 de fevereiro de 1999.

Dilma Rousseff

Dilma não tem a fama de seus antecessores como grande apreciadora de pinga, mas em seu governo algumas medidas foram importantes para o reconhecimento da bebida no exterior, por isso, decidimos não deixá-la de fora dessa lista.

Dilma e Obama

Dilma contribuiu para o reconhecimento da bebida no exterior

As suas conquistas mais importantes estão relacionadas ao reconhecimento da bebida como produto autenticamente brasileiro pelos Estados Unidos e México. Apesar das conquistas no exterior, no seu governo os impostos da cachaça aumentaram bastante, prejudicando a vida do pequeno produtor artesanal. No entanto, até o final do seu mandato, espera-se que Dilma enquadre os produtores de alambique no Simples Nacional, favorecendo uma tradição de produção brasileira que em 2016 faz 500 anos de história! Faça isso Dilma e te colocamos em primeiro lugar nessa lista!

Carlos Átila

Ex-ministro do Tribunal de Contas da União, Carlos Átila aposentou e decidiu seguir um hobby de respeito: produzir cachaça de alambique em Alexânia, Goias.

Carlos Atila, produtor da Cachaça doMinistro de Alexânia (GO)

Carlos Atila, produtor da Cachaça doMinistro de Alexânia (GO)

O projeto deu certo e Átila é agora o orgulhoso proprietário da Cachaça Doministro, tendo no seu portfolio uma linha envelhecida em carvalho e madeiras brasileiras para deixar qualquer juiz com água na boca. Em 2016, lançou no mercado uma cachaça pura, que não passa por madeira.

10. Carlota Joaquina

Casada por interesses familiares com o príncipe português D. João VI, a espanhola Carlota Joaquina veio para o Brasil contra sua vontade.

carlota-joaquina

Dizem que Carlota Joaquina adorava beber cachaças com frutas

De temperamento forte,  quando chegou ao Rio de Janeiro optou por morar longe do marido e conspirar com o intuito de lhe tirar o poder das mãos. Enquanto estava no campo armando suas tramas politicas contra seu marido, alguns historiadores dizem que Carlota gostava de misturar frutas tropicais com aguardente de cana, já produzida em território brasileiro no começo do século XVI. Teria sido a Rainha de Portugal a criadora do que viríamos chamar séculos depois de Caipirinha?

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