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A origem do Sommelier de Cachaça

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Leandro Batista é hoje um dos mais respeitados e reconhecidos especialistas em cachaça. Nesse vídeo ele conta sobre o início da sua trajetória, que se deu no Restaurante e Cachaçaria Mocotó e fala sobre a valorização do seu trabalho, que já rendeu matérias em revistas, entrevistas para rádios, palestras, aulas e muita gente provando e aprovando a bebida brasileira.

No Mocotó ele é frequentemente requisitado para realizar suas degustações e é conversando, contando histórias, falando sobre os diferentes tipos de cachaça e principalmente fazendo todo mundo provar várias doses da caninha, que ele conquista mais e mais apreciadores da bebida.

Leandro desempenha um papel fundamental para a cachaça não apenas mostrando a sua qualidade, mas também falando da importância de bebê-la com moderação.

Já estivemos na estrada diversas vezes com o Leandro e junto com ele fomos descobrindo e registrando diversos cantos do país. Nessas aventuras, fazemos videos e tiramos fotos com o objetivo de divulgar as qualidades da cachaça. Sabemos que temos um longo caminho a percorrer, já que são muitos os alambiques e o pessoal ainda não dá o merecido valor à cachaça. Por isso, pessoas como o Leandro Batista são fundamentais para o setor e, se pensarmos bem, é importante também para a valorização daquilo que é tipicamente brasileiro.

Sobre o termo Sommelier de Cachaça, como o próprio Leandro diz, não importa a nomenclatura, o que importa é o compromisso. Mas se já temos Sommelier de vinho, de whisky e de cerveja, porque não podemos ter um Sommelier de Cachaça?

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Mapa da Cachaça

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Comentários

22 comentários

  1. Parabéns ao Leandro Batista pelas suas palavras!
    É de pessoas como ele , que nós produtores de Cachaça de Alambique precisamos escutar, porque estamos trabalhando duro para esclarecer e acabar com esse preconceito que ainda é grande em relação á verdadeiraCachaça de Alambique. Aqui em Minas Gerais temos a satisfação de produzir uma Cachaça de alta qualidade, que aos poucos vai conquistando o seu merecido espaço no mercado.

    José Eugênio de Faria
    Diretor Comercial da Cachaça Alegria dos Currais de Minas

    • Olá José, obrigado pelos comentários. A equipe do Mapa da Cachaça está trabalhando bastante para a valorização e reconhecimento da nossa Cachaça. Em breve, teremos novidades! Não deixe de passar aqui mais vezes para ver nossos vídeos. abraços

  2. Prezados,

    Temos um alambique na bahia e produzimos a cachaça sapiranga de excelente qualidade.
    Preciso dos contatos do Leandro Batista.
    Aguardo retorno.

    Desde já agradeço.

    Tarcylla Dourado
    Gerente de Marketing da Cachaça Sapiranga

  3. Ola,

    Primeiramente gostaria de parabenizar a todos pelo site como sempre muito informativo!

    Gostaria de entrar em contato com o Leandro Batista temos uma pequena producao para consumo proprio no PR.

    Obrigado e Abraços,

    Thyrso

  4. Prezados,

    Conheci a cachaça Sapiranga em Salvador e gostaria de saber como faço para aquisição. Poderiam nos enviar telefones de contato ou site da Cachaça Sapiranga?

    SDS,
    Emerson Rocha

  5. Parabéns ao Leandro Batista pelo trabalho.
    Eu só gostaria de fazer um apelo aos profissionais do ramo para se atentarem ao fato da cachaça ser uma das maiores expressões da nossa cultura. Acredito que se continuarmos associando o universo da nossa cachaça com nomes e palavras que venham de outros universos etílicos, corremos o risco de um grande prejuízo cultural. Em nome da nossa cultura “sommelier de cachaça” não deveria ser utilizado nem de brincadeira. Poderia ser “Cachacista, Pingófilo, Cachaçólogo, Pinguista ou qualquer outro nome de raiz do nosso Português. Um grande brinde à nossa cultura, à nossa cachaça e aos “cachacistas ou cachaçólogos” do nosso maravilhoso universo etílico, o universo da cachaça de alambique.
    Abçs.

  6. Sim. Parabéns também por esse brilhante espaço. Fico muito feliz em acessar um espaço como este e encontrar muitas informações sobre a nossa cachaça, a mais antiga expressão cultural do nosso Brasil. Muita informação dentro de um formato muito agradável. Parabéns e obrigado.
    Abçs.

  7. Bom dia. Sou produtor de cachaça no Parana, e gostaria de ter o contato do Sr Lendro Batista. Desde ja, agradeço e aguardo.

  8. Olá boa tarde!
    Estou precisando do contato do Leandro Batista para um evento.
    Obrigada.

    Abraços,

    Cassiana Gludwatz
    São Paulo – SP

  9. Podemos nos intitular de qualquer nome; Faço um brinde a nossa liberdade de expressão, sem qualquer demagogia, de coração.
    O fato de “existir”, por vontade própria, sommelier de qualquer coisa, o termo não se justifica. Bom senso é a palavra.
    Tenho para mim que a necessidade de utilizar uma expressão do universo do vinho, como “sommelier de cachaça”, mascara um preconceito quanto a história do nosso genuíno destilado e traz junto um marketing que julgam necessário à sofisticação da cachaça.
    “Sommelier de cachaça” é um equívoco e coloca sob risco o nosso patrimônio cultural. Mas, como culturalmente somos habituados a ostentar nos nossos peitos camisas com as bandeiras dos nossos colonizadores ou suas marcas, simbolo do consumismo, porque não nos intitularmos sommelier ? (sem esquecer de fazer o biquinho na hora da pronúncia, claro!).
    Como diria o colunista Ancelmo Góis de “O Globo”, Sommelier de cachaça é o…
    Só lamento.
    Grato pelo democrático espaço.
    Att,
    Khalil Tocci.

  10. Boa tarde. Sobre o termo “Cachacier” de “A origem do Somelier da Cachaça”:

    O termo “Somelier de Cachaça” importa sim. Não é porque alguém com problemas se jogou em baixo de um trem que iremos nos jogar também. Não confio em ninguém para me indicar uma cachaça que se intitule um “somelier de cachaça”, e a maioria dos que conheço também não. Se os que se intitulam “somelier de cachaça” precisassem no passado de algum respaldo ou ajuda de outras culturas com seus destilados, fermentados e seus termos, a cachaça não existiria mais, pois foram esses mesmos profissionais que jogaram o nome da nossa boa cachaça na lama. Serei, democraticamente, contra esse tipo de prática e não ficarei calado. Juntamente com muitos outros amantes da cachaça defenderemos a nossa cultura.

    Eu ouvi aqui mesmo, num vídeo do “somelier de cachaça” o conselho de tomar um remédio para a ressaca antes de beber cachaça. Eita ! Um “profissional da cachaça” aconselhar quem o escuta a tomar um remédio antes de consumir cachaça ? Assim é um “somelier de cachaça”. Meus sinceros sentimentos.

    Att,
    Khalil Tocci.

    • Não sei se o senhor primeiro e único sabe, mas a cachaça -boa ou ruim- é um líquido alcoólico. Portanto, o remédio “para a ressaca”(sic), far-se-ia necessário, caso funcionasse. O que não é o caso, mas isso é outro assunto.

      A oposição ao o termo “sommelier” não se justifica. Afinal, é uma palavra estrangeira, adaptada e digerida pela neocultura brasileira, se é que se pode chamar esta porcaria de cultura.

      O termo pode não ser exatamente o melhor, mas é o comercialmente -e universalmente- mais aceito quando trata-se de identificar um conhecedor e bebidas alcoólicas. Os escoceses, em alguns lugares, chamam de sommelier (com menos frequência) alguns especialistas.

      A França, OBVIAMENTE, influenciou várias palavras da língua portuguesa. E é normal que uma língua viva continue recebendo influências, afinal, viva ela é! RISOS.

      O comentarista diz:

      “Não confio em ninguém para me indicar uma cachaça que se intitule um “somelier de cachaça”, e a maioria dos que conheço também não. Se os que se intitulam “somelier de cachaça” precisassem no passado de algum respaldo ou ajuda de outras culturas com seus destilados, fermentados e seus termos, a cachaça não existiria mais, pois foram esses mesmos profissionais que jogaram o nome da nossa boa cachaça na lama(…)” <- SIC!

      Ora, meu Deus!

      O fato da titulação "Sommelier"(francês arcaico) ou "somelier" (moderno) existir e ser utilizada, não traduz necessariamente o conhecimento do somelier em questão. Pode até ser que ele conheça ou não, mas por si só, tal termo não pode trazer NENHUM julgamento. Salvo se estivermos diante do Policarpo Quaresma ou Brazilino Roxo.

      No segundo ítem do comentário, o comentário sugere que o "somelier" de cachaça foi responsável por jogar o nome da boa cachaça na lama. Isso é algo que só o próprio pode responder, mas que depreender isso por este vídeo, é exercício de advinhação.

      Talvez o Dr. Khalil goste de tomar aquele álcool bravo produzido em Parati, e insistir -só porque começaram a produzir cachaça lá*, embora não haja prova alguma da continuidade- que aquele fogo em brasa que desce quadrado pela garganta, é bom.

      E ainda me soltam: "tem cheiro de cana", quando cheiram aquele álcool com cheiro de álcool de cereais, produzido lá.

      Bem, já é hora d'eu me calar.

      * Dizem ter sido um dos primeiros centros produtores. Não há prova nem que foi um dos primeiros centros, e nem quero dizer que foi rigorosamente o primeiro.

      • Que fique bem claro: o que vi do material do Leandro Batista, até os dias de hoje, deixa bem claro que ele conhece – E MUITO- sobre cachaças.

        Talvez eu esteja equivocado, mas é a impressão que eu tive.

        • Conhecer marcas de cachaça e seus sabores não é entender de cachaças. Entender de cachaças é coloca-la na boca e identificar sua qualidade e defeitos químicos, sabendo diferenciar se o destilado foi açucarado para corrigir acidez, se foi bi, tri destilada para perder toxinas, identificar se o destilado preservou o sabor da sua matéria prima, perceber odores e sabores de álcoois inferiores, de acetona, de óleo fúsel e etc. Colocar uma cachaça na boca e avalia-la hedonicamente não atesta nada. Chumbinho é redondo e não deve arranhar a garganta, nem por isso deixa de ser veneno.

      • Olá, Sr. FGD. Meu nome é Khalil Tocci, não KT. Sou morador de Botafogo no RJ, motorista, e, nos momentos de relaxamento, bebedor de uma cachacinha.

        Li seus comentários e, embora os ache equivocados, entendi suas opiniões.

        O termo “sommelier”, de origem francesa como o Sr. mesmo disse, é atribuída ao estudioso e entendedor de bebidas. Oportunamente é utilizado por inseguros aventureiros, funcionários de estabelecimentos comerciais e palestrantes de balcão de botequim para se auto afirmarem diante de deslumbrados ouvintes. Conheço poucos sommeliers que merecem esse título no Brasil. E mesmo esses, estão estudando bastante a nossa cachaça para entenderem um pouco do nosso complexo destilado.

        Álcool etílico livre de toxinas causadoras da ressaca se encontra, o Sr sabia ? São cachaças quimicamente bem equilibradas que se digeridas corretamente não precisará tomar um remédio antes de bebe-las. Não é o caso para quem quer encher a cara, se drogar, se embebedar com qualquer coisa. Mesmo porque para esses o remédio não faz diferença. Um bom entendedor de cachaças jamais indicará um cachaça com toxinas acima dos níveis permitidos pela OMS, orientando seus deslumbrados ouvintes a beber um remédio para se protegerem. Um bom entendedor de bebidas, um SOMMELIER de verdade só irá apresentar bebidas livres dessas toxinas, e muito mais que isso, ensinará seus ouvintes a apreciá-las sem que o álcool lhes faça mal.

        Não sei se o Sr. realmente conhece as cachaças feitas em Paraty e se o seu comentário sobre as cachaças produzidas nessa cidade vem de uma avaliação ampla ou se é fruto de preconceito. O fato é que Paraty é uma cidade litorânea assim como as primeiras cidades fundadas pelos portugueses em toda a costa brasileira. Somente depois de mais de 100 anos do descobrimento, é que a cana-de-açúcar foi levada para o interior e a partir daí a cachaça começou a ser produzida, como é o caso de MG que começou a fazer cachaças no séc XVIII. Antes disso há registros arqueológicos que comprovam terem existidos milhares de engenhos produtores de cachaça por toda a costa brasileira, inclusive em Paraty. Pela sua observação grosseira sobre as cachaças feitas em Paraty, fica claro que não conhece cachaça, muito menos as de Paraty.

        A cultura do meu país, do nosso país, não é “porcaria”. Exijo respeito com o nosso folclore, com as nossas crenças, com a nossa cultura. Sua grosseira afirmação atesta suas observações levianas sobre os temas levantados à debate.

        No mais, Sr. FGD, fica um convite para uma dose de cachaça, com ou sem sommelier (sommelier se pronuncia com ou sem biquinho?), com ou sem cachaças de Paraty, sem remédios, mas se possível ao som de um chorinho (cultura brasileira).

        Att,
        Khalil Tocci.

        • Ilustre Khalil Tocci, permita-me apresentar sem rodeios: Flávio Gonçalves Dammster. Não que isso vá mudar alguma coisa, mas, eis meu nome.

          O termo somelier (sommelier) é apropriado para aquele que estuda e entende de bebidas. PONTO. Se há alguns aventureiros? Sim, não duvido do senhor. A questão é que alguém não pode ser descartado SOMENTE por utilizar-se desta nomenclatura, como bem disse vossa senhoria.

          Permita-me breve epígrafe:

          “Não confio em ninguém para me indicar uma cachaça que se intitule um “somelier de cachaça”, e a maioria dos que conheço também não.”.

          Afastada unicamente por questão de nomenclatura, encerro a divergência nesta parte.

          Se a contenda se aproxima do Leandro Batista em questão, não tenho procuração para defendê-lo, não o conheço pessoalmente, mas devo fazer uma breve observação: para aproximá-lo dos picaretas que se valem do título de sommelier, é vossa senhoria quem deveria conhecê-lo. Conhecê-lo, aferir a profundidade do entendimento deste em cachaças para depois vaticinar que ele não entende ou estuda o nosso querido destilado.

          Deixando de lado questões menores como esta, vamos ao cerne do assunto. O que faz um bom connaisseur (connoiseur) de cachaça?

          Nova epígrafe — e peço toda a licença do universo para tal:

          “Álcool etílico livre de toxinas causadoras da ressaca se encontra, o Sr sabia ? São cachaças quimicamente bem equilibradas que se digeridas corretamente não precisará tomar um remédio antes de bebe-las. Não é o caso para quem quer encher a cara, se drogar, se embebedar com qualquer coisa. Mesmo porque para esses o remédio não faz diferença. Um bom entendedor de cachaças jamais indicará um cachaça com toxinas acima dos níveis permitidos pela OMS, orientando seus deslumbrados ouvintes a beber um remédio para se protegerem. Um bom entendedor de bebidas, um SOMMELIER de verdade só irá apresentar bebidas livres dessas toxinas, e muito mais que isso, ensinará seus ouvintes a apreciá-las sem que o álcool lhes faça mal. ”

          Em primeiro lugar, sim. Sim, eu sabia e sei as causas da vesalgia. Aliás, a título de informação: mesmo a cachaça “quimicamente bem equilibrada” é capaz de causar ressaca. A veisalgia pode ocorrer com a melhor cachaça do mundo, bastando a ingestão demasiada; isso invalida a preliminar levantada.

          Agora, entretanto, surge uma outra questão:

          Como um verdadeiro sommelier apresentaria uma “boa cachaça”? Andando com uma parafernália de equipamentos laboratoriais a tiracolo, para demonstrar a composição química da cachaça? Ou levando os queridos bebedores para tomarem umas no laboratório?

          Nesse caso, sinto informar-lhe: não conheço NINGUÉM que entenda de cachaça no mundo. Afinal, não é qualquer um que pode andar a todo momento atestando a exata composição química de uma bela Canha (apego ao substantivo próprio, me perdoe), não é?

          A título de demonstração, havia um vídeo — retirado, parece-me– de um dos maiores cachaçólogos do Brasil: Marcelo Câmara.

          Neste vídeo, ele apresentava a cachaça Saudade Pura baseando-se EXCLUSIVAMENTE nos seus sentidos. Ou melhor, atestava a qualidade daquela cachaça “hedonicamente”(sic), sem qualquer equipamento que pudesse fazer a taxonomia organoléptica desta ilustre bebida.

          E nem por isso eu deixaria de considerá-lo um dos maiores especialistas na bebida.

          Então, de duas uma:

          Ou sommelier de cachaça é um químico, que mede exclusivamente a composição da cachaça e atesta: -é boa!

          Ou é alguém que se dedica ao estudo do destilado, aprende a degustar, e por mais critérios objetivos que tenhamos, sempre haverá uma percepção subjetiva. Não tem jeito!

          Agora tomemos o outro tema:

          Cachaças de Paraty.

          Dizem, embora não haja comprovação definitiva que Paraty é um dos mais antigos produtores de cachaça. Sim, e daí?

          Antiguidade não se confunde MESMO com tradição. Nem tudo que é tradicional é antigo, nem tudo que é antigo, é tradicional.

          Aliás, se me permite dizê-lo: a cachaçaria em funcionamento MAIS ANTIGA fica em Minas Gerais, e a segunda no CEARÁ, nenhuma das duas ficando na “antiga” Paraty.

          Por exemplo, as pizzas brasileiras são tradicionalíssimas. Entretanto, chegaram aqui SÉCULOS depois do oriente e da Itália; o que não afasta a tradição destes dois, evidentemente.

          No caso específico de Paraty, desconheço um alambique que esteja em funcionamento desde antes dos anos 1980. Por exemplo, a Coqueiro foi adquirida por seu atual proprietário nos anos 1980, quando Anísio Santiago (cuja cachaça não é a minha favorita, fique BEM claro) já produzia cachaça pelo menos 30 anos antes.

          E nem por isso deixo de considerar a novata Coqueiro como uma excelente cachaça.

          Aliás, qualquer destilado — e não só a cachaça– deve ser medido pelo que ele proporciona de agradável aos sentidos (não desprezando os riscos de um mau destilado, óbvio), e não por quão antigo é o centro produtor de onde ele se origina.

          Indo nessa senda, o voleibol foi criado nos Estados Unidos. Praticamente na METADE de sua história, chegou ao Brasil, no que foi suplantado por nosso querido País. Disso, concluímos mais duas coisas: a) Antiguidade geradora não é nada por si só; B) Antiguidade e pioneirismo, não se confundem com tradição.

          A Pizza brasileira é muito mais tradicional que a egípcia, como dito acima. Entretanto, ela só chegou aqui pelo menos um milênio depois. Pra dizer o mínimo…

          Embora supostamente Paraty tenha começado na produção de cachaças, não quer dizer que por isto ela é o melhor centro produtor: NEM DE LONGE!

          E, repise-se: desconheço uma destilaria em Paraty que produza cachaça desde antes dos anos 1970.

          Mas, isso é um dado irrelevante.

          E então, o já furibundo interlocutor resolve tomar-se de deselegância e disparar contra mim:

          “A cultura do meu país, do nosso país, não é “porcaria”. Exijo respeito com o nosso folclore, com as nossas crenças, com a nossa cultura. Sua grosseira afirmação atesta suas observações levianas sobre os temas levantados à debate.”

          Em primeiro lugar, NÃO FALTEI com respeito a cultura de NENHUM País (maiúsculo), tampouco o Brasil. Em segundo lugar, nem toquei no assunto de crenças e da cultura.

          Aliás, permita-me uma indagação: o que crença tem a ver com cachaça?

          Será que um umbandista toma melhor uma cachaça do que um católico, presbiteriano, ateu, gnóstico, sufi ou coisa que o valha? Não vejo a menor relação.

          Se for assim, eu, que sou católico, estou lascado!

          Não, não vejo uma relação. Lógica nenhuma, por sinal.

          Agora, vai outra informação, diante de tantas:

          Minas Gerais é hoje o maior centro produtor de cachaça artesanal. A maioria ruim, e outras muito boas. Assim como Paraty, que produz MUITA COISA BOA e MUITA PORCARIA. E isso não é preconceito, é apenas minha percepção pessoal.

          Das coisas boas lá produzidas, destaco: Coqueiro Ouro, Paratiana e Corisco Ouro.

          Das ruins, prefiro não falar.

          Do mesmo jeito que em MG eu gosto de Canarinha, Sentinela e Tabarôa.

          Se formos por outros Estados, eu adoro a Armazém Vieira Terra, de SC; Samanaú Ouro, do Rio Grande do Norte; Carvalheira, de Pernambuco e Cedro do Líbano, do Ceará; Mato Dentro e Sagatiba, de São Paulo…

          E assim vai.

          Não penso, embora respeite, que apenas a denominação de origem seja garantia, quando se trata de uma bebida que ganhou várias vertentes no correr dos séculos.

          Aliás, é uma bebida MUITO JOVEM e não tão documentada quanto destilados europeus (por exemplo), o que torna temerário afirmar certas coisas relacionadas à exata tradição.

          Sommelier não se pronuncia com biquinho, pois não tem uma vogal final. Entretanto, aceito o convite: moro em Juiz de Fora, que fica pertinho do Rio.

          Forte abraço,

          FGD.

          PS: aí vai um link sobre o alambique mais antigo em funcionamento do Brasil, que fica em Minas Gerais, datado de 1755:
          http://www.mapadacachaca.com.br/guia/cachaca/seculo-xviii-2/

  11. Ola,

    sou estudante de arquitetura e meu projeto final de conclusão do curso é de uma pousada dentro de um alambique. Comecei a me aprofundar na história da cachaça agora e vi quanto é amplo.
    Gostaria do contato do Leandro Batista.

    Obrigada,

    Bruna.

    • Ola Bruna!!
      Tudo bem??
      Moro em SP e tenho uma propriedade no Ceará onde pretendendo montar um Alambique. No momento estou pensando em um restaurante com degustação, “souvenir” (usei esse termos só para apimentar as discussões). Sou Engenheiro e fico a disposição para ajuda-la com seu TCC. Não sou grande conhecedor de cachaças estou ainda em fazer de pesquisas. Em fevereiro vou fazer o curso de Mestre Alambiqueiro na http://www.alambiquessantaefigenia.com.br que já explora essa sua ideia de projeto.